ACA defende reforço do controlo da caça para proteger a biodiversidade

A Associação de Caçadores de Angola (ACA) defendeu ontem, no município dos Gambos, província da Huíla, o reforço do controlo da actividade cinegética no país, como forma de garantir a protecção da fauna, em particular das espécies abrangidas por regimes de protecção legal.
O apelo foi feito pelo secretário-geral da ACA, Manuel Louro, que defendeu a implementação de um sistema digital de licenciamento e registo da actividade cinegética, com o objectivo de assegurar maior transparência, controlo e rastreabilidade.
O responsável sublinhou igualmente a necessidade de envolver as comunidades locais na gestão dos recursos provenientes da caça legal, para que os benefícios da actividade contribuam para o desenvolvimento social e económico das populações.
“Se queremos avançar com este processo de caça, não podemos esquecer a valorização das comunidades. É fundamental reforçar a sua participação na gestão dos recursos, garantindo que os benefícios da caça legal se traduzam em desenvolvimento social e económico”, afirmou.
Manuel Louro defendeu ainda a criação de programas de formação dirigidos aos jovens, com vista à promoção de uma cultura de conservação do património natural e da prática de uma caça sustentável e responsável, em conformidade com a legislação em vigor.
O secretário-geral da ACA manifestou também preocupação com a persistência da caça furtiva em várias regiões do país, sobretudo nas áreas de conservação, considerando que esta prática continua a representar uma séria ameaça à biodiversidade nacional e à credibilidade da actividade cinegética.
Para inverter o cenário, defendeu o reforço da fiscalização através da utilização de novas tecnologias, como GPS e drones, bem como a criação de patrulhas conjuntas envolvendo caçadores credenciados, autoridades governamentais e comunidades locais, com o objectivo de combater de forma mais eficaz a caça furtiva.
Por: João Katombela, na Huíla


