Benguela – A presidente do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) de Benguela, Maria da Conceição Mendes, defendeu a adaptação dos métodos de ensino e investigação das instituições de ensino superior às transformações digitais e ao avanço da inteligência artificial.
Benguela – A presidente do Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED) de Benguela, Maria da Conceição Mendes, defendeu a adaptação dos métodos de ensino e investigação das instituições de ensino superior às transformações digitais e ao avanço da inteligência artificial.
A académica falava durante uma aula magna, realizada recentemente, na abertura do ano académico 2026-2027 do Instituto Superior Politécnico de Benguela (ISPB), subordinada ao tema “Instituições de Ensino Superior que Aprendem: Avaliação, Qualidade e Transformação no Contexto Angolano”.
Segundo Maria da Conceição Mendes, a integração da inteligência artificial na produção do conhecimento é fundamental para formar profissionais capazes de responder às novas exigências do mercado de trabalho e da sociedade.
Considerou que a transformação digital, a inteligência artificial generativa, o surgimento de novas profissões e a internacionalização estão a modificar as ferramentas de ensino, bem como as formas de ensinar, investigar e organizar o conhecimento.
Referiu que a rapidez com que as novas tecnologias produzem informações e conteúdos exige das instituições académicas uma abordagem pedagógica centrada no desenvolvimento da autonomia intelectual, do pensamento crítico e da utilização responsável dos recursos tecnológicos.
“A UNESCO convida-nos, por isso, a repensar a educação como bem comum e como responsabilidade colectiva”, afirmou, defendendo uma formação que preserve a dignidade humana, a equidade e a sustentabilidade perante as incertezas do futuro.
A responsável salientou que as instituições de ensino superior não devem limitar-se à transmissão de conhecimentos, mas também desenvolver nos estudantes competências que lhes permitam aprender continuamente, cooperar, inovar e adaptar-se às mudanças do mundo profissional.
Acrescentou que a preparação dos estudantes deve ser acompanhada pela capacidade das próprias instituições de avaliar os resultados, identificar insuficiências e reformular, sempre que necessário, as práticas de ensino e gestão.
Investigação científica
No domínio da investigação científica, Maria da Conceição Mendes defendeu o reforço da produção de conhecimento e da colaboração entre as instituições académicas e as comunidades, com vista à resolução de problemas concretos e à promoção do desenvolvimento de Angola.
A académica considerou, por outro lado, que a qualidade da formação superior não deve ser avaliada apenas pelo número de estudantes matriculados ou de diplomados, mas também pelas competências adquiridas, pela capacidade de inserção profissional e pelo contributo dos graduados para a sociedade.
Face aos desafios do novo contexto tecnológico, defendeu a necessidade de instituições de ensino superior mais inovadoras e abertas à mudança, capazes de conciliar a utilização das novas ferramentas com o pensamento autónomo, a responsabilidade ética e a produção de conhecimento orientado para o desenvolvimento nacional. JH/CRB




