O académico Marcolino Chiungue defende que muitos estudantes chegam ao ensino superior sem reunir os conhecimentos e as condições necessárias para acompanhar as exigências da formação universitária.
A posição foi apresentada esta terça-feira, 6, à Rádio Correio da Kianda durante uma análise sobre os desafios do novo ano académico, com o académico a defender maior articulação entre o Ministério da Educação e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.
Segundo Marcolino Chiungue, é necessário garantir que os estudantes concluam o ensino secundário com uma preparação adequada antes de ingressarem nas universidades.
O académico aponta como um dos sinais dessa dificuldade o recurso frequente à segunda chamada nos processos de acesso ao ensino superior.
“Em quase todas as instituições de ensino superior, passa-se sempre para a segunda chamada, o que quer dizer que quase sempre na primeira chamada não se cobre o número de vagas”, afirmou.
Para Marcolino Chiungue, os dados revelam uma redução do rigor no subsistema de ensino que antecede a universidade, situação que se reflecte na qualidade dos alunos que terminam o ensino geral e procuram ingressar no ensino superior.
O académico defende, por isso, que os dois sectores devem trabalhar de forma articulada para corrigir as falhas ainda existentes na formação dos estudantes e evitar que as universidades tenham de enfrentar problemas que começam nos níveis anteriores de ensino.
A necessidade de melhorar a preparação dos estudantes surge também num contexto em que o próprio Executivo aponta a necessidade de actuar nos níveis anteriores de ensino para corrigir desequilíbrios que afectam o acesso e a qualidade do ensino superior.
Marcolino Chiungue entende que a melhoria da qualidade da formação deve começar antes da chegada dos estudantes à universidade, garantindo conhecimentos e competências compatíveis com as exigências do ensino superior.




