Cacuaco – Mais de 312 moto-taxistas morreram e quatro mil sofreram ferimentos graves em consequência de acidentes rodoviários registados no país, entre Janeiro e Julho de 2026, segundo o presidente da Associação de Moto-taxistas e Transportadores de Mercadorias de Angola (AMOTRANG), Bento Rafael.
Cacuaco – Mais de 312 moto-taxistas morreram e quatro mil sofreram ferimentos graves em consequência de acidentes rodoviários registados no país, entre Janeiro e Julho de 2026, segundo o presidente da Associação de Moto-taxistas e Transportadores de Mercadorias de Angola (AMOTRANG), Bento Rafael.
O líder associativo falava à imprensa no âmbito de um encontro de trabalho e cooperação realizado entre os membros da agremiação de transportes e o secretário nacional da organização juvenil do MPLA (JMPLA), Justino Capapinha.
Na ocasião, o Bento Rafael disse que a AMOTRANG mantém um projecto contínuo de sensibilização junto dos associados, com o objectivo de incutir uma postura de cuidado e prudência no exercício da actividade para mitigar a taxa de sinistralidade.
O responsável associativo manifestou a profunda preocupação face ao impacto social dos acidentes, sublinhando que a circulação desordenada de motociclos de três rodas, constitui um dos vectores mais críticos de segurança nas estradas.
Bento Rafael lamentou o facto de estes veículos continuarem a transaccionar e a efectuar o transporte simultâneo de carga pesada e passageiros nas principais ruas da capital e da periferia, contornando as directrizes de segurança rodoviária delineadas pelas autoridades policiais.
Para reverter este cenário, o presidente da AMOTRANG adiantou que a organização estabeleceu contactos directos com um agente importador focado em introduzir no mercado nacional triciclos especificamente desenhados e homologados para o transporte exclusivo de passageiros.
No mesmo alinhamento, o primeiro secretário municipal do MPLA em Cacuaco, Fernando João, disse que a liderança do partido na circunscrição vai continuar a trabalhar de forma coordenada com esta franja social para melhorar as condições laborais.
De acordo com responsável o empenho das estruturas locais visa dotar os operadores de ferramentas de protecção e reduzir de forma efectiva o número de acidentes rodoviários que envolvem os mototaxistas na periferia.
Durante o encontro, foram atribuídas licenças de condução a 200 mototaxistas que concluíram, com aproveitamento, um ciclo completo de formação técnica e cívica sobre as rotinas da actividade.
O projecto de capacitação e inserção técnica, realizado em parceria com os órgãos de viação e trânsito, permitiu já a formação e a regularização documental de mais de 20 mil operadores de motociclos em todo o país, entre 2020 e o primeiro semestre de 2026, consolidando a rota de transição para a economia formal.DIF/COF/DP




