Activista critica alegada falta de acompanhamento a bolseiros após formação no exterior

O activista cívico Francisco Teixeira criticou em declarações à Rádio Correio da Kianda a alegada falta de acompanhamento institucional aos estudantes angolanos formados no exterior, apontando falhas no processo de reintegração após o regresso ao país.
O activista afirmou que muitos bolseiros passam anos a estudar fora com financiamento do Estado, mas, ao regressarem, não encontram qualquer apoio ou enquadramento por parte das instituições responsáveis.
Segundo Francisco Teixeira, há casos em que, após cerca de cinco anos de formação, os estudantes regressam a Angola e não são sequer recebidos pelas entidades que financiaram os seus estudos, nem têm oportunidade de apresentar as competências adquiridas.
O activista considera que esta situação representa uma ruptura no vínculo entre o Estado e os bolseiros, criticando o que entende ser uma ausência de políticas eficazes de aproveitamento dos quadros formados.
Para Teixeira, o investimento feito durante o período de formação que inclui despesas com habitação, alimentação e outros encargos acaba por não ter retorno adequado, devido à falta de integração destes profissionais no mercado de trabalho nacional.
O também interveniente classificou o cenário como preocupante, defendendo a necessidade de revisão das políticas públicas ligadas à formação e valorização de quadros, de modo a garantir melhor aproveitamento dos recursos humanos qualificados no país.



