“África tem potencial significativo para assumir papel de liderança na acção climática”

Os líderes africanos adoptaram nesta quarta-feira, 10, a declaração sobre a Aceleração das Soluções Climáticas Globais, que reforça o compromisso do continente com um desenvolvimento verde e resiliente, sustentado por financiamento justo e equitativo.
O certame decorreu em Adis Abeba durante a II Cúpula do Clima da África (ACS2), considerada histórica por colocar o continente na linha da frente da acção climática mundial.
O presidente da Associação Ambiental Minuto Verde disse que o continente africano tem um potencial significativo para assumir um papel de liderança na acção climática global, apesar de ser o continente que menos contribui para as emissões de gases de efeitos estufa, que mais sofre com os impactos das mudanças climáticas, pelo que, dá lhe uma grande oportunidade de apresentar a sua visão sobre o assunto.
Rafael Lucas, aponta na vanguarda na adaptação climática, por enfrentar desafios urgentes, como a seca e inundações.
“A defesa da justiça climática é outro desafio que África pode liderar e deve levantar a sua voz nas negociações internacionais para garantir o financiamento climático, as transferências de tecnologia e a compensação perdas e danos sofridos”, disse.
Os líderes africanos encerraram a segunda Cúpula Africana do Clima, na capital da Etiópia, nesta quarta-feira, com a promessa de acelerar o investimento em energia renovável.
A declaração da cúpula também pediu o estabelecimento de uma coligação de produtores africanos de minerais críticos, e pediu mais financiamento climático da comunidade internacional.
A União Africana, por sua vez, pediu uma arquitectura global de financiamento climático que alivie o fardo da dívida dos países em desenvolvimento.
A cimeira reuniu chefes de Estado africanos, sociedade civil, investigadores e parceiros internacionais sob o tema do financiamento do desenvolvimento resiliente e verde de África.
A declaração servirá como a posição da África enquanto se prepara para apresentar uma frente unida nas negociações climáticas da COP30 em Novembro do ano em curso.



