O ambientalista e presidente da organização não-governamental MINUTO VERDE, Rafael Lucas, defendeu o reforço das medidas de prevenção de desastres naturais em Angola, com aposta no ordenamento do território, na educação ambiental e na preparação das comunidades para enfrentar situações de risco.
Numa abordagem alusiva ao Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, assinalado a 13 de Outubro, Rafael Lucas considerou que a protecção ambiental deve integrar as estratégias de prevenção, tendo em conta os impactos das inundações, secas, erosão dos solos, deslizamentos de terras e incêndios florestais sobre as populações e os ecossistemas.
Segundo o responsável, embora nem todos os fenómenos naturais possam ser evitados, os seus efeitos podem ser reduzidos através do planeamento adequado, da educação ambiental e da adopção de medidas que reforcem a capacidade de resposta das comunidades.
O ambientalista alertou que a deposição inadequada de resíduos sólidos nas valas de drenagem contribui para a obstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais, podendo agravar as inundações em zonas habitadas.
Acrescentou que a destruição da cobertura vegetal e o abate indiscriminado de árvores aumentam a vulnerabilidade dos solos à erosão e comprometem o equilíbrio dos ecossistemas.
Rafael Lucas defendeu a necessidade de as instituições públicas reforçarem o ordenamento do território, prevenirem a ocupação desordenada de zonas de risco e investirem nos sistemas de drenagem e saneamento básico.
O ambientalista considerou igualmente importante garantir que as informações sobre os riscos e os alertas cheguem atempadamente às populações, de modo a permitir uma resposta adequada em situações de emergência.
Para o presidente da MINUTO VERDE, a arborização, a conservação dos solos, a gestão adequada dos resíduos sólidos e a preservação dos ecossistemas constituem medidas importantes para reduzir a vulnerabilidade das comunidades aos desastres.
O responsável defendeu também o reforço da educação ambiental e o envolvimento dos jovens e das comunidades nas acções de prevenção, apelando à colaboração entre o Estado, o sector privado e as organizações da sociedade civil.
Segundo Rafael Lucas, a preparação para situações de emergência deve começar nas famílias, nas escolas e nos bairros, através do conhecimento dos riscos locais, do respeito pelos avisos das autoridades e da aprendizagem dos procedimentos a adoptar em caso de perigo.
O ambientalista sublinhou que a prevenção deve ser uma prática permanente, e não apenas uma preocupação quando ocorrem tragédias, destacando que pequenas acções individuais, como a correcta deposição de resíduos e a plantação de árvores, podem contribuir para a segurança das comunidades.
O Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres assinala-se anualmente a 13 de Outubro e visa chamar a atenção para a importância da prevenção, da preparação e da redução dos impactos dos desastres sobre as pessoas, as infra-estruturas e o ambiente.




