Analistas defendem novos critérios para recrutamento na Polícia Nacional

João André sustentou que os agentes destacados para missões de ordem pública e combate à criminalidade devem possuir um perfil físico compatível com as exigências operacionais da função.
Na sua perspectiva, efectivos que não reúnam essas características poderão ser enquadrados em áreas administrativas ou técnicas, sem prejuízo das suas capacidades profissionais.
O analista defendeu ainda que unidades especializadas, como a Polícia de Intervenção Rápida (PIR), demonstram a importância da preparação física para responder aos desafios da actividade policial.
Por sua vez, Miguel Kimbenze propôs uma alteração no modelo de ingresso para os órgãos de defesa e segurança, sugerindo que os candidatos à Polícia Nacional cumpram inicialmente um período de serviço nas Forças Armadas Angolanas antes da sua integração no Ministério do Interior.
Segundo o analista, esta solução permitiria reforçar a disciplina, os valores republicanos e a preparação dos futuros efectivos, reduzindo comportamentos desviantes e elevando a qualidade do serviço prestado aos cidadãos.
Miguel Kimbenze considerou que o Ministério do Interior deveria recrutar parte dos seus efectivos entre militares previamente formados, em função das necessidades da corporação, defendendo que a experiência militar contribuiria para uma Polícia Nacional mais disciplinada e preparada para garantir a ordem e a tranquilidade públicas.


