No segundo dia da sua visita de trabalho à República da Sérvia, a ministra da Saúde, bem como a delegação que a acompanha, deslocou-se, hoje, até ao Instituto de Virologia, Vacinas e Soros “Torlak”, em Belgrado, a fim de constatar “in loco” as capacidades daquela instituição secular.
Ao visitarem os vários compartimentos dos quatro laboratórios da aludida instituição de ensino, a comitiva da ministra tomou conhecimento sobre as valências técnicas, científicas e tecnológicas do Instituto Torlak, aprofundando conhecimentos sobre tecnologias avançadas de diagnóstico de várias patologias.
Ao receberem as explicações dos responsáveis e técnicos dos referidos laboratórios, a delegação apercebeu-se de as infra-estruturas ali à disposição abrangem várias especialidades e áreas relacionadas com doenças infecciosas, diagnóstico microbiológico e virológico, além de outros procedimentos laboratoriais de elevada complexidade, incluindo a extração, ampliação e sequenciamento de DNA.
Segundo uma nota de imprensa enviada ao O País, este contacto permitiu à delegação angolana observar de perto uma estrutura que combina tecnologia, investigação científica, diagnóstico e experiência acumulada.
De acordo com o documento, esta retroalimentação directa com as capacidades deste instituto de Belgrado está interligada no âmbito do plano do Executivo, que consiste na formação de aproximadamente 38 mil quadros da saúde, no qual contempla 80% das formações em Angola e 20% no estrangeiro.
O informe a que tivemos acesso refere que, a cooperação em análise entre Angola e a Sérvia poderá abranger intercâmbio científico, especialização, capacitação técnica, investigação e transferências de conhecimentos, criando novas oportunidades para a qualificação dos profissionais nacionais.
“A presença, na missão, de representantes ligados à componente de formação e especialização em saúde reforça esta dimensão da agenda, com vista à identificação de possíveis parceiros para as diferentes vertentes formativas”, lê-se na nota.
Ainda durante a visita aos quatro laboratórios do Instituto Torlak, foi informada à delegação encabeçada por Sílvia Lutucuta que o Instituto Torlak possui um departamento dedicado às vacinas de mRNA, facto que evidencia a capacidade da instituição na área das vacinas de RNA mensageiro (mRNA), tecnologia cuja visibilidade esteve em alta ao longo da pandemia da COVID-19.
Supostamente, segundo soube este jornal, o domínio desta tecnologia pode contribuir para a redução da dependência externas e reforçar a preparação para futuras emergências sanitárias, para os países que procuram desenvolver capacidades próprias de investigação e produção.
De acordo com a nota, está experiência abre espaço para uma cooperação assente em três pilares fundamentais, nomeadamente a formação, transferência de tecnologia e conhecimento.



