Angola defende financiamento acessível e justo para alterações climáticas

Luanda - A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, reafirmou, esta segunda-feira, em Luanda, o compromisso de Angola com a resiliência climática do continente africano.
Um comunicado citado pelo JA Online refere que Ana Paula de Carvalho representou o Presidente da República, João Lourenço, na Reunião de Emergência de Líderes sobre Adaptação e Desenvolvimento em África, promovida pelo Comité Africano de Chefes de Estado e de Governo sobre Mudanças Climáticas, realizada em videoconferência.
De acordo com o comunicado, a ministra do Ambiente destacou que Angola tem assumido um papel de liderança na implementação de políticas nacionais de adaptação e mitigação das alterações climáticas, através da sua Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas e do seu Plano de Desenvolvimento Nacional.
Ana Paula de Carvalho sublinhou que o país é rico em recursos naturais, mas vulnerável aos impactos climáticos, que afectam sectores como agricultura, recursos hídricos e energia, assim como as populações rurais.
No encontro, Angola destacou a submissão da sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC 3.0), bem como a aprovação do primeiro Plano Nacional de Adaptação, com vigência entre 2025 e 2035, estimado em mais de mil milhões de dólares, visando reforçar infra-estruturas e proteger comunidades contra secas, cheias e incêndios florestais.
A ministra defendeu a necessidade de um financiamento previsível, acessível e justo, apelando a mais donativos e menos empréstimos para África, e reforçou a importância da cooperação Sul-Sul e da solidariedade entre os países africanos.
Angola manifestou solidariedade com Moçambique, afectado por cheias que têm causado perdas humanas e prejuízos na agricultura, particularmente.
Reiterou também o apoio ao Programa de Aceleração da Adaptação em África, que considerou essencial para alcançar os objectivos da Agenda Africana 2063 e construir um continente mais resiliente às alterações climáticas.



