Angola manifestou o seu apoio ao reforço contínuo do multilinguismo no sistema internacional e propôs a introdução da língua portuguesa como idioma de trabalho no âmbito do Sistema de Madrid para o registo internacional de marcas.
A posição foi defendida, quarta-feira, em Genebra, durante a 24.ª sessão sob o tema "Desenvolvimento jurídico do Sistema de Madrid para o Registo Internacional de Marcas", que decorreu na sede da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), na Suiça, soube o JA Online através de uma nota.
Na sua intervenção, a delegação angolana alinhou-se com a declaração proferida por Portugal, na qual defendeu a análise construtiva da integração de novas línguas de trabalho na comissão.
A delegação angolana, considera que a inclusão do idioma vai contribuir directamente para uma maior acessibilidade, inclusão e alcance geográfico do sistema de propriedade intelectual.
Como justificação, sublinhou que o português é uma língua de grande relevância no cenário global, falada em vários continentes por uma comunidade ampla e em constante crescimento.
Embora Angola ainda não integre formalmente o Sistema de Madrid, a delegação confirmou que o país está a avançar com os trabalhos preparatórios para a adesão em breve, face à importância estratégica deste mecanismo para a protecção de activos comerciais.




