Angola ensaia técnica moderna que evita a quimioterapia no tratamento do cancro

Angola, através do Hospital Central do Lubango (HCL) “Dr. António Agostinho Neto”, vai iniciar a partir de 2026 o ensaio de uma técnica imuno-histoquímica, na área de anatomia patológica, que evita a quimioterapia, sobretudo em pacientes oncológicos com resistência a alguns medicamentos.
Até ao momento, a anatomia patológica faz apenas o diagnóstico citológico completo, mais modernamente à mama, em particular. Contudo, os cancros da pele ou do pulmão já não precisarão de quimioterapia com a referida técnica, que vai ser uma revolução em 2026, segundo a directora-geral do HCL, Maria Lina Antunes.
Conforme Angop, a gestora afirmou que a imuno-histoquímica é uma técnica “especial” de diagnóstico laboratorial para se poder saber se o cancro identificado, essencialmente o da mama, responde ou não a determinados medicamentos.
Explicou que com a quimioterapia, há um conjunto de químicos que destroem todas as células, um tratamento mais difícil de suportar, com bastante efeitos colaterais e dá uma baixa qualidade de vida ao paciente.



