O ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, anunciou a projecção de extensão do Canal do Cafu para a República da Namíbia. O prolongamento da infra-estrutura hidráulica visa beneficiar as populações da região Norte do país vizinho, reforçando a cooperação histórica e os acordos bilaterais existentes entre os dois Estados.
O anúncio foi feito à imprensa após uma reunião bilateral com o seu homólogo namibiano, Modestus Tshitumbe Amutse, realizada na última sexta-feira.
No encontro, os governantes analisaram os progressos e definiram os modelos de financiamento para a construção do Aproveitamento Hidroeléctrico Binacional de Baynes, localizado na zona de fronteira comum.
Segundo João Baptista Borges, a extensão pretende partilhar a água do Canal do Cafu — originalmente concebido em Angola para combater os efeitos da seca severa no Sul do país — com o Norte da Namíbia. O governante sublinhou que a gestão partilhada de recursos hídricos é uma marca da relação bilateral, lembrando que a Barragem de Ruacaná já atende a Namíbia no fornecimento de energia eléctrica.
Em território angolano, a central de Ruacaná abastece também electricidade a localidades nas províncias do Cuando , Cubango e do Cunene.
Outro exemplo histórico citado pelo ministro é a Barragem de Calueque, instalada no leito do rio Cunene, destinada à regularização fluvial, captação de água para regadio e abastecimento público das populações da região fronteiriça.“Estes acordos, que remontam ao período colonial, foram formalmente validados e actualizados por ambos os Governos”, concluiu o ministro, reforçando a solidez da diplomacia hídrica e energética entre Luanda e Windhoek.




