Luanda - O reforço do diagnóstico precoce e do tratamento da anemia falciforme constitui um dos principais desafios da hematologia em Angola, afirmou esta quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio.
Luanda - O reforço do diagnóstico precoce e do tratamento da anemia falciforme constitui um dos principais desafios da hematologia em Angola, afirmou esta quarta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio.
O responsável falava na abertura do II Congresso Angolano de Hematologia e Imunohemoterapia e da 3.ª Conferência Internacional da Associação Lusófona de Especialistas em Doença Falciforme (ALUA), que decorrem sob o lema “Excelência em Hematologia e Hemoterapia –Segurança, Qualidade e Tecnologia”.
Leonardo Inocêncio destacou a importância do diagnóstico precoce, sobretudo na infância, bem como do tratamento regular, da educação dos pacientes e das famílias, por contribuírem para a redução das complicações e para a melhoria da qualidade de vida.
Segundo o secretário de Estado, a doença falciforme é genética e pode provocar anemia, episódios de dor e outras complicações ao longo da vida, sendo necessário garantir uma resposta cada vez mais qualificada.
Acrescentou que o diagnóstico atempado permite iniciar o acompanhamento adequado e adoptar intervenções capazes de reduzir as complicações da doença, particularmente durante a infância.
O responsável sublinhou igualmente a importância do sangue seguro para o tratamento de pacientes com doença falciforme e outras patologias, apelando à população para aderir à dádiva voluntária de sangue.
“Precisamos de ter sangue pronto à espera do doente e não o doente à espera do sangue”, salientou.
Na ocasião, a presidente do Comité Executivo da ALUA, Celeste Bento, defendeu maior atenção à doença falciforme, que considerou ainda pouco conhecida e diagnosticada, sobretudo nos países africanos.
A especialista explicou que a doença é genética e hereditária, não sendo contagiosa, e pode provocar complicações como Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), pneumonia e sequestro esplénico.
Celeste Bento informou que actualmente não existe cura para a doença, mas existem tratamentos e medidas preventivas, com destaque para o diagnóstico neonatal, vacinação, antibióticos e hidroxiureia.
Por sua vez, a directora-geral do Instituto Nacional de Sangue (INS), Deodeth Machado, afirmou que Angola necessita de cerca de 360 mil dadores regulares, correspondente a 1% da população, mas conta actualmente com cerca de 180 mil.
A responsável apelou ao aumento da dádiva voluntária, tendo em conta a necessidade diária de sangue para atender vítimas de acidentes, doentes oncológicos, pacientes submetidos a grandes cirurgias, mulheres em maternidade e pessoas com doença falciforme.
O congresso tem entre os principais objectivos actualizar os conhecimentos dos profissionais, partilhar experiências e boas práticas, reforçar a segurança e a qualidade dos produtos de sangue, bem como discutir o contributo da tecnologia e da inovação para a melhoria dos cuidados de saúde.
O encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para a partilha de conhecimentos e experiências sobre as doenças do sangue, com destaque para a doença falciforme.FG/DP




