A Embaixada de Angola na Namíbia alertou, ontem, para o aumento de casos de burla nos sectores Imobiliário e Financeiro, em Windhoek, protagonizados por cidadãos angolanos que enganam compatriotas por intermédio de falsos anúncios de arrendamento de imóveis.
Esta informação foi prestada pelo primeiro-secretário e chefe Consular da Embaixada de Angola na Namíbia, Francisco Almeida, que manifestou preocupação com o crescimento deste tipo de crime, cujas principais vítimas são cidadãos angolanos recém-chegados ao país e sem conhecimento dos mecanismos locais de verificação da titularidade dos imóveis. Segundo o diplomata, os burladores anunciam casas que não existem ou que pertencem a terceiros, exigindo pagamentos antecipados sob o pretexto de garantir o arrendamento. Para conferir credibilidade ao esquema, enviam fotografias, localizações e outras informações dos imóveis, embora estes sejam propriedade de outras pessoas ou já estejam legalmente arrendados. ReclamaçõesFrancisco Leandro Almeida informou que a representação diplomática tem recebido, nos últimos tempos, um número crescente de reclamações relacionadas com fraudes imobiliárias e financeiras dirigidas à comunidade angolana residente na Namíbia. Segundo o responsável, muitas vítimas acabam por regressar a Angola sem conseguir recuperar os valores entregues, circunstância que favorece a continuidade destas práticas criminosas. Outras pessoas optam por apresentar queixa junto das autoridades namibianas e procuram o apoio da Embaixada de Angola para obter orientação e acompanhamento. O chefe Consular aconselhou os cidadãos lesados a reunirem toda a prova documental disponível, registarem imediatamente uma participação junto da Polícia da Namíbia, solicitando o respectivo número de ocorrência. A par disso, devem contactar a Embaixada de Angola para receber assistência e, sempre que possível, informarem a instituição bancária, com vista a tentar impedir ou reverter a transferência dos valores, alertou. Segundo Francisco Almeida, há, igualmente, casos em que os alegados autores das burlas mudam temporariamente de residência, geralmente para localidades fora de Windhoek, numa tentativa de escapar à pressão exercida pelas vítimas.




