O director provincial da Agricultura, Pecuária e Pesca do Icolo e Bengo manifestou, domingo, preocupação com o número de crianças a quem são atribuídas responsabilidades de levar os animais aos postos e campanhas de vacinação contra a raiva.
José de Castro informou que o processo de imunização pode configurar um atentado à segurança dessas crianças, devido à reacção inesperada dos animais.
O responsável alertou que, devido à agitação nos postos de atendimento e ao stresse da administração da vacina, os animais podem reagir de forma agressiva.
Esta situação cria um cenário perigoso que pode desencadear ataques contra os próprios criadores, profissionais de saúde ou outras pessoas presentes.
A preocupação foi manifestada por José de Castro durante o balanço da Campanha de Vacinação Antirrábica realizada no município do Icolo e Bengo. A iniciativa visa reforçar a prevenção e o controlo da doença, além de contribuir para a protecção dos animais e das comunidades locais.
Diante do risco, o responsável recomendou aos pais e encarregados de educação que os animais de estimação sejam levados à vacinação apenas por adultos, aconselhando vivamente o uso de coleiras e trelas.
A nível municipal, foram imunizados mais de sete mil cães, gatos e macacos contra a raiva. Nos últimos 21 meses, a região registou 40 casos de mordeduras de animais, dos quais um resultou na morte trágica de uma criança de 8 anos.
Roque Silva | Catete




