Associação denuncia exploração ilegal de sal e alerta para riscos à saúde pública

A Associação dos Produtores de Sal de Angola (APROSAL) denunciou, esta segunda-feira, em Benguela, a existência de empresas que exploram sal de forma ilegal no país, sem registo nem autorização do Ministério das Pescas e Recursos Marinhos, situação que ameaça a sustentabilidade do sector e compromete a saúde pública.
A denúncia foi feita pelo presidente da associação, Totas Garrido, durante a abertura do Encontro Nacional da APROSAL, que decorreu na sede da Aliança Empresarial de Benguela, com a participação de associados oriundos das províncias de Luanda, Bengo, Namibe, Cuanza Sul e Benguela.
Segundo Totas Garrido, a proliferação de salinas ilegais está a gerar uma concorrência desleal, colocando em risco empresas legalmente constituídas, que operam em conformidade com os requisitos técnicos, ambientais e sanitários exigidos por lei.
“Estamos profundamente preocupados com a invasão de cidadãos estrangeiros que exploram sal sem seguir as normas legais e sanitárias. O fenómeno, que antes se limitava a Benguela, já se estende ao Namibe, Bengo e Cuanza Sul, colocando em causa todo o sector”, alertou.


