Caxito – O vice-coordenador do projecto da Associação Cívica Uyele, Rafael Morais, destacou nesta quinta-feira, no Bengo, a importância do jornalismo comunitário na divulgação dos problemas e iniciativas das populações.
Caxito – O vice-coordenador do projecto da Associação Cívica Uyele, Rafael Morais, destacou nesta quinta-feira, no Bengo, a importância do jornalismo comunitário na divulgação dos problemas e iniciativas das populações.
Rafael Morais falava durante uma conferência de imprensa sobre "o estado do jornalismo comunitário na província e a experiência da organização na promoção da liberdade de expressão e de imprensa nas comunidades".
De acordo com o responsável, durante um ano de implementação do projecto foram capacitados 288 jovens, entre homens e mulheres, dos municípios das províncias do Bengo, Icolo e Bengo e Luanda.
Referiu que a experiência demonstrou ser insuficiente a formação dos cidadãos em jornalismo comunitário, sendo igualmente necessárias estruturas próximas e permanentes para o exercício da actividade.
Neste âmbito, foi instalada, em Dezembro de 2025, uma micro-rádio comunitária no Bengo, que iniciou efectivamente as suas emissões em Janeiro deste ano.
Para garantir o funcionamento da estrutura, foram seleccionados quatro repórteres e contratado um mentor, tendo a equipa beneficiado de formação em redacção jornalística, Lei de Imprensa, direitos humanos, ética e deontologia.
Desde o início do funcionamento da micro-rádio foram produzidos 85 conteúdos jornalísticos e outros materiais de interesse comunitário, com destaque para os problemas e preocupações das populações.
Entre as principais questões identificadas estão a escassez de água potável, falta de iluminação pública, insegurança, saneamento básico e insuficiência de infra-estruturas sociais, problemas que despertaram a atenção das autoridades competentes.
O mentor do projecto, João Afonso explicou que a micro-redacção procurou constituir-se num espaço de “verdade, coragem e serviço público”, orientando os jovens na recolha de factos e tratamento rigoroso da informação.
A jornalista Sílvia Mário, membro do projecto, considerou positiva a experiência, por ter permitido ampliar os conhecimentos profissionais, realizar entrevistas, produzir notícias e dar maior visibilidade a bairros pouco representados na comunicação social.
Apontou a falta de materiais e de transporte para deslocações a comunidades de outros municípios como condicionantes à realização de reportagens fora do município do Dande.
A Associação Cívica Uyele é uma organização não-governamental, sem fins lucrativos, de direito privado e de carácter voluntário, dotada de personalidade jurídica e autonomia administrativa e financeira que promove os direitos humanos, a liberdade de expressão e a participação dos cidadãos nas comunidades. FS/CJ/PA




