Autoridades apontam não cedência de passagem como causa do acidente do Zé Pirão em Luanda

O porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, Nestor Goubel, sublinhou em declarações ao Correio da Kianda, que o excesso de velocidade e a não cedência de passagem por parte de um dos condutores, são as presumíveis causas do trágico acidente da madrugada desta quarta-feira, 17, na intercepção do “Zé Pirão”, em Luanda.
Na sequência do embate entre as duas viaturas, entre elas uma ambulância com um doente e uma viatura ligeira resultou em dois mortos e oito feridos graves.
“Estamos a falar da colisão entre dois veículos automóveis, ocorrido na avenida Hoji-Ya-Henda, nas imediações do banco BAI, que depois da colisão resultou em capotamento. O acidente deu-se na estrada que já fizemos referência, no sentido de marcha norte ao sul, protagonizado por um cidadão que veio a falecer ao volante do veículo de marca Toyota cor verde, uma viatura oficial pertencente ao Hospital Militar. Este por circular por velocidade excessiva não conseguiu dominar o seu veículo, no espaço visível à sua frente aliado a não cedência de passagem”, esclareceu.
De acordo com o porta-voz do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, Nestor Goubel, dois feridos acabaram por falecer numa das unidades hospitalares da capital do país.
O acidente de viação ocorreu de madrugada por volta das 3 horas e 20 minutos, quando duas viaturas colidiram, resultando na morte de uma mulher no local, com aproximadamente 30 anos, sendo que os feridos foram levados com urgência a unidades sanitárias próximas.
Testemunhas ouvidas pelo Correio da Kianda, afirmam que cenários do género que “terminou em acidente com mortos e feridos, quase são registados no local, devido a complicações entre automobilistas sobre quem deve ter prioridade no referido perímetro do acidente, principalmente quando não há agentes reguladores de trânsito”.
“Os motoristas aqui quase que se chocam todos os dias, porque, fica complicado, para quem vem, do 1º de Maio sentido São Paulo e vice-versa. Quem vem do Hospital Américo Boa Vida sentido Mutamba e vice-versa. É muita complicação quando não há agente regulador, porque aqui não tem semáforo”, contaram testemunhas.
O trágico acidente levante debate sobre a necessidade de instalação e reparação dos semáforos no casco urbano.



