A preocupação foi manifestada pelo supervisor da Promoção da Saúde Pública da Direcção Municipal da Saúde do Soyo, Miguel Esteves Maria, que considera preocupante a persistência desta prática entre muitas mães, apesar dos esforços de sensibilização desenvolvidos pelas autoridades.
Segundo o responsável, os dados resultam da observação de mais de 16 mil crianças atendidas nas diferentes unidades sanitárias do município desde Janeiro deste ano. Na sua avaliação, o abandono precoce do aleitamento materno exclusivo continua a comprometer o estado nutricional de muitas crianças, sobretudo nos primeiros meses de vida, período considerado determinante para o seu desenvolvimento.
Apesar do elevado número de casos, Miguel Esteves Maria esclareceu que, comparativamente a 2025, os indicadores registam uma redução, fruto da expansão dos serviços de saúde para várias localidades do município, permitindo maior cobertura assistencial e um acompanhamento mais próximo das famílias.
Ainda assim, as autoridades entendem que a prevenção continua a depender da mudança de comportamentos, sobretudo no que diz respeito à alimentação infantil. Por isso, apelam às mães para cumprirem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orientam o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, por constituir a forma mais eficaz de prevenir a desnutrição, fortalecer o sistema imunitário e reduzir a mortalidade infantil.
O alerta coincide com a celebração da Semana Mundial do Aleitamento Materno, iniciativa que procura sensibilizar governos, profissionais de saúde e famílias para a importância da amamentação na promoção da saúde e do desenvolvimento das crianças.




