O Instituto de Supervisão de Jogos (ISJ) promete reforçar a fiscalização das empresas que exploram jogos de fortuna ou azar, jogos sociais e apostas em Angola, com o objectivo de prevenir o branqueamento de capitais e outras práticas ilegais no sector.
Segundo a directora do ISJ, Narethz Tati, existem empresas promotoras de jogos envolvidas em práticas de branqueamento de capitais, uma situação que preocupa as autoridades devido à vulnerabilidade do sector a este tipo de crime.
A responsável, que falava quinta-feira, 8 de Outubro, à margem de um workshop sobre os procedimentos para a atribuição de autorizações para o exercício da actividade de jogos, defendeu o reforço das medidas de regulação e fiscalização para impedir que estas actividades sejam utilizadas para movimentar dinheiro de origem ilícita.
Além das suspeitas de branqueamento de capitais, o instituto identificou outras infracções, entre as quais o funcionamento de estabelecimentos de jogos a menos de mil metros de instituições administrativas, hospitais, igrejas e escolas, em violação das regras aplicáveis ao sector.
A participação de crianças em jogos de fortuna ou azar, jogos sociais e apostas constitui outra das irregularidades apontadas pela instituição, que pretende intensificar as acções de controlo para garantir o cumprimento da lei.
Com o reforço da fiscalização, o ISJ procura aumentar o controlo sobre os operadores, travar práticas ilegais e assegurar que as empresas do sector cumpram as regras que orientam o exercício da actividade em Angola.




