Lubango - A intensificação imediata da fiscalização nas zonas de revenda informal de combustíveis constitui uma das medidas do Comando Provincial da Polícia Nacional da Huíla, para a reforçar o combate à comercialização ilegal e transporte de gasolina e gasóleo.
Lubango - A intensificação imediata da fiscalização nas zonas de revenda informal de combustíveis constitui uma das medidas do Comando Provincial da Polícia Nacional da Huíla, para a reforçar o combate à comercialização ilegal e transporte de gasolina e gasóleo.
O planos visa reforçar a fiscalização dos transportes de combustíveis nas Estradas Nacionais e operações direcionadas nos mercados informais, para os casos mais complexos de tráfico e contrabando.
Nos últimos 15 dias, a Polícia Nacional apreendeu, nos municípios de Caconda, Cacula, Cuvango e da Matala, mais de quatro mil litros de combustíveis, transportados em condições inadequadas, sem segurança.
Em declarações à imprensa, no final do encontro de concentração com os representantes dos postos de venda de combustíveis, intervenientes na actividades de comercialização, distribuição e transportação de combustíveis, o segundo comandante da PN na Huíla, subcomissário Ambrósio Gomes, afirmou que o momento exige de todos reflexão, firmeza e compromisso no processo, no sentido de deter os indivíduos que persistirem em tais práticas.
Afirmou que o combustível constitui um produto indispensável para o funcionamento da economia, para a circulação das pessoas e mercadorias, para abastecimento das comunidades e para o desenvolvimento da província, daí exigir maior valor, disciplina, conhecimento técnico e respeito absoluto pelas normas de segurança.
Segundo o oficial comissário, quando o combustível é vendido, manuseado ou transportado de forma imprópria e ilegal deixa de representar apenas um risco comercial ou administrativo, passa a constituir uma ameaça directa à vida humana, à integridade física das pessoas, ao património e ao ambiente.
Ressaltou que as consequências podem ser trágicas, acidentes nas estradas, incêndios, explosões, queimaduras, destruição de meios ou de bens, interrupção da circulação e perda de vidas humanas, daí que para cada situação representa uma família destruída, a possiblidade de crianças que podem ficar sem os pais, entre outras situações.
Afirmou que não se pode encarar a venda e a transportação ilegal do combustível como uma prática normal, uma forma de obter ganhos rápidos ou uma irregularidade de menor importância, pois trata-se de um comportamento perigoso que pode transformar uma decisão irresponsável numa tragédia irreparável.
Disse que nenhum trabalhador deve aceitar transportar combustível em recipientes inadequados e em viaturas não autorizadas ou sem as condições técnicas exigidas, assim como, que as vendas sejam realizadas para pessoas, empresas ou operadores devidamente habilitados ou autorizados.
“O cumprimento dos procedimentos não devem ser vistos como um obstáculo ao trabalho, mas como principal garantia que o trabalho será realizado com segurança e que todos regressamos às nossas famílias no final de cada jornada”, acrescentou.
Referiu que os colaboradores de venda do produto devem sentir-se responsáveis e encorajados a comunicar, pelos canais apropriados, qualquer situação suspeita, irregular ou insegura, pois a prevenção começa antes da saída da viatura, da venda de produtos e do carregamento.
Frisou ser um processo que exige planeamento, fiscalização, manutenção adequada dos meios de transporte, formação contínua dos motoristas e operadores, utilização correta dos equipamentos de proteção e cumprimento rigoroso das regras de circulação e de emergência.
“Precisamos avaliar os riscos existentes, corrigir procedimentos, reforçar a fiscalização e definir medidas que permitam garantir que cada litro de combustível comercializado ou transportado seja de forma legal, segura e responsável. Não existe benefício económico que justifica por vidas humanas em perigo”, reforçou.
Apelou aos colaboradores para que assumam este compromisso com seriedade e coragem, para além de aplicarem o rigor onde for necessário, atentos aos sinais de perigo e firmes na defesa da legalidade.
Reafirmou que a segurança, a legalidade e a defesa da vida humana devem estar no centro de todas as decisões e a Huíla precisa de uma actividade de comercialização e transportação de combustíveis mais segura, responsável, comprometida com o bem comum.
Por sua vez, o representante da Sonangol, Octávio Viral, afirmou que a circular do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP) proíbe o abastecimento de viaturas com tanques alterados.
Explicou que muitos veículos possuem depósitos transformados para transportar volumes acima do limite permitido, o que representa um perigo constante e facilita o desorganização. EM/ALH




