Benguela: bairro da Caota vive “profunda crise social”, diz governador

O governador da província de Benguela, Manuel Nunes Júnior, disse, na última quarta-feira, na capital da província, que o bairro da Caota, no município dos Navegantes, vive “uma profunda crise social, institucional e também rural”.
O governante que falava na cerimónia de lançamento da segunda fase do Kwenda, que abrange cidadãos dos centros urbanos e que se encontram em situação de pobreza, disse que a extrema pobreza caracteriza a população da referida comunidade.
“A situação geral da população residente nesta localidade é caracterizada por extrema pobreza, derivada da insuficiência de emprego e disponibilidade de serviços sociais relevantes como educação, saúde, acesso ao conforto, saneamento básico, segurança pública, entre outros”, disse, lembrando a existência de várias denúncias públicas, que segundo fez saber já tomaram contornos internacionais.
As referidas denúncias, acrescentou Manuel Nunes Júnior, revelam “ocorrência nesta localidade de práticas de exploração sexual de menores, especialmente do sexo feminino, protagonizadas por cidadãos da sociedade estrangeira”.
Disse que para fazer face a esta situação, o governo da província aprovou um programa integrado de intervenção para a localidade, com objectivo de proteger com urgência as crianças e adolescentes em risco, reintegrar o bairro da Caota na malha institucional e económica do Estado.
Apontou igualmente a promoção da qualificação urbana e social da comunidade, a garantia do acesso digno à educação, à saúde, segurança e emprego, ainda combater à impunidade, à pobreza extrema e à exploração humana, bem como promoção de uma forma geral melhorias concretas na vida da população daquela localidade.


