Benguela – A comunidade do Kawango, nos arredores da cidade de Benguela, passou hoje a contar com uma escola primária reabilitada e ampliada, com 12 salas de aula e acesso gratuito à internet, numa iniciativa da responsabilidade social do projecto Ngola Digital.
Benguela – A comunidade do Kawango, nos arredores da cidade de Benguela, passou hoje a contar com uma escola primária reabilitada e ampliada, com 12 salas de aula e acesso gratuito à internet, numa iniciativa da responsabilidade social do projecto Ngola Digital.
Em causa está a antiga Escola Primária BLA n.º 1070, entregue pelo ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, ao governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior.
A intervenção foi promovida pelo Fundo de Apoio ao Desenvolvimento das Comunicações (FADCOM), no âmbito do projecto Ngola Digital, em parceria com outras entidades, e incluiu a construção de oito novas salas de aula, espaços administrativos, instalações sanitárias e vedação da escola.
Com as obras de reabilitação de que foi alvo, a instituição dispõe agora, entre outros espaços, de secretaria, gabinete do director, sala dos professores, subdirecção, arrecadações e uma sala de informática equipada no âmbito do projecto Ngola Digital e Angola Online.
Na ocasião, Mário Oliveira considerou que a entrega da escola, um dia antes das celebrações do Dia do Herói Nacional, assinalado a 17 de Setembro, representa o compromisso do Governo em responder às necessidades das populações.
“Estamos comprometidos, sob a liderança do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, em continuar com este legado de resolver os problemas do povo”, afirmou.
O ministro enquadrou a iniciativa num programa mais amplo do seu Departamento Ministerial destinado a aumentar o acesso às tecnologias de informação e comunicação, adiantando que existem actualmente cerca de 85 salas de aula equipadas com computadores e internet em várias regiões do país.
Segundo Mário Oliveira, o acesso à internet deixou de ser um luxo e constitui actualmente uma necessidade para as sociedades, empresas, administração pública e cidadãos.
Além da sala de informática, o projecto Angola Digital vai permitir que a população residente nas imediações da escola tenha acesso gratuito a uma rede Wi-Fi instalada na zona, sinalizou o governante.
O governador provincial de Benguela, Manuel Nunes Júnior, destacou, por sua vez, a importância da intervenção para a comunidade do Kawango, considerando que a nova infra-estrutura responde a uma necessidade concreta da população.
“As escolas do futuro não podem estar desligadas das novas tecnologias”, afirmou Manuel Nunes Júnior, defendendo que o acesso à tecnologia seja progressivamente alargado às escolas, centros de formação, empresas, serviços públicos e comunidades.
Comunidade satisfeita
O director da escola, João Adão Saluvato, explicou que a instituição foi construída em 1998, inicialmente com duas salas de aula, tendo posteriormente passado para quatro, com o apoio da comunidade.
Com a intervenção agora concluída, acrescentou, a escola passou a dispor de 12 salas e tem actualmente 34 professores e 836 alunos matriculados, de um universo previsto de cerca de mil estudantes nos dois turnos.
O processo de matrículas continua, sobretudo devido à proximidade da escola ao parque de campismo, onde se encontram famílias afectadas pelas cheias do rio Cavaco.
João Adão Saluvato explicou que, antes da intervenção, parte dos alunos estudava ao ar livre, debaixo de árvores, e defendeu a necessidade de a escola futuramente evoluir para um complexo escolar com o I ciclo, reduzindo as distâncias percorridas pelos estudantes.
Entre os alunos, era visível a satisfação com a melhoria das condições de ensino e aprendizagem, principalmente pelo fim das turmas debaixo de árvores.
Cecília Ngando, de 11 anos, aluna da 4.ª classe, disse estar feliz com as novas salas, casas de banho e material escolar recebido, prometendo maior dedicação aos estudos.
Ilda Sambata, da 6.ª classe, agradeceu a instalação da sala de informática e da internet, considerando que os recursos permitirão aos alunos “estar conectados com o mundo”.
Também a professora Marcelina João destacou a melhoria das condições de trabalho, lembrando que anteriormente lecionava debaixo de árvores.
“Os professores estão mais motivados para ensinar e os alunos também”, finalizou. JH/CRB




