Arroz impróprio para o consumo humano, numa quantidade de quatro toneladas, foi incinerado, domingo, no município da Catumbela, província de Benguela, por representar um risco para a saúde pública.
A incineração decorreu sob a coordenação de uma brigada multissectorial, integrada por representantes do Ministério Público, Serviço de Investigação Criminal (SIC) e Direcção Municipal da Saúde. Na ocasião, a procuradora da república, junto do Órgão de Polícia Criminal (OPC) da Catumbela, Maida Francisco, explicou que a medida visa garantir a eliminação definitiva do arroz deteriorado, assim como prosseguir com os restantes trâmites processuais. Segundo a magistrada, a comercialização de produtos impróprios para consumo resulta, muitas vezes, da procura por lucro fácil, colocando em risco a vida dos consumidores. “Um produto impróprio para o consumo não deve chegar à mesa de ninguém. Infelizmente, algumas pessoas ignoram as consequências dos seus actos e acabam por colocar em perigo a saúde de outros cidadãos”, afirmou. A responsável apelou, ainda, à população para continuar a denunciar situações semelhantes, sublinhando que a colaboração dos cidadãos é determinante para combater este tipo de crime. Por sua vez, o inspector de Saúde da Direcção Municipal da Saúde da Catumbela, Francisco Martinho, alertou para a introdução de alimentos deteriorados no mercado, que podem provocar graves problemas de saúde pública, incluindo casos de intoxicação alimentar. O responsável revelou que as unidades sanitárias do município têm registado diversos casos de intoxicação alimentar. Por essa razão, defendeu maior responsabilidade por parte dos comerciantes e empresários.




