Catumbela – A capacidade instalada de distribuição de água de 1.5 metros cúbicos por segundo e posterior aumento para 2.0 nas cinco cidades do litoral da província, nomeadamente o Lobito, Catumbela, Baía Farta, Benguela e Navegantes está em curso, revelou, hoje, o director de Estudos e Projectos da Empresa Provincial de Água e Saneamento de Benguela, Manuel Simões.
Catumbela – A capacidade instalada de distribuição de água de 1.5 metros cúbicos por segundo e posterior aumento para 2.0 nas cinco cidades do litoral da província, nomeadamente o Lobito, Catumbela, Baía Farta, Benguela e Navegantes está em curso, revelou, hoje, o director de Estudos e Projectos da Empresa Provincial de Água e Saneamento de Benguela, Manuel Simões.
De acordo com a mesma fonte, no programa em curso, avaliado em 191 milhões de dólares, estão incluídas as obras que se registam no canal condutor de água bruta do açude da Catumbela com o intuito de aumentar o transporte do líquido de três para seis metros cúbicos por segundo.
Segundo o responsável, o canal condutor tem uma extensão de aproximadamente sete quilómetros de comprimento, a partir da estação de captação de água bruta (açude) até a estação de bombeamento e pré-tratamento.
"As obras iniciadas no açude da Catumbela, na derivação com o manancial e comportas, terminam na estação de bombagem de água bruta, onde será pré-tratada e transportada para a estação de tratamento do Luhongo, onde será totalmente tratada", explicou.
Manuel Simões referiu que a empreitada, da responsabilidade do Ministério da Energia e Água, está a ser desenvolvida pelos consórcios Wedo e Acqua.
Actualmente encontra-se na fase de reperfilamento e revestimento total do canal, o que permitirá o aumento da captação e concomitantemente do volume a ser transportado para a estação de tratamento da água, de três para seis metros cúbicos por segundo.
O director informou que a reabilitação do canal, que se encontra com uma execução física de 35 por cento, teve início em finais do ano passado e enquadra-se nas obras emergenciais do Governo Provincial de Benguela, que decorrerão até 2028.
Segundo Manuel Simões, este programa de reabilitação e operacionalização assistida, para além do canal condutor, contempla também a reabilitação e construção de novos reservatórios de água com capacidades não superior a mil metros cúbicos.
Está ainda prevista a aplicação de filtros, ampliação do sistema de tratamento e distribuição, construção de decantadores e condensador para o tratamento da lama, entre outras acções, na ETA do Luhongo.
"A população está em constante crescimento e o sistema de água tem um tempo de vida útil que precisa manter. Esta melhoria em curso visa suprir esse aumento da população, visto que actualmente a capacidade de distribuição é de 1.3 metros cúbicos", notou.
Por seu lado, o director de operações da Empresa Provincial de Água e Saneamento de Benguela (EPASB), Daniel Segunda, reafirmou que o investimento feito a partir da zona de captação de água bruta vai permitir o aumento do volume disponível em simultâneo para as cinco cidades do litoral e acabar com as restrições no seu fornecimento.
O responsável notou ainda que este programa engloba igualmente a montagem de novas condutas e ligações de ramagem para melhorar o abastecimento nas zonas com restrições de água.
"Por esta razão, enquanto fizemos melhorias no canal de água bruta, outra equipa trabalha na extensão e melhoria do ramal de distribuição para as zonas periféricas”, disse.
De acordo com o director, em função do trabalho em curso, existem zonas do casco urbano do litoral da província que já sentem melhorias no fornecimento de água.
A Empresa Provincial de Água e Saneamento de Benguela controla mais de 115 mil clientes cadastrados, número que poderá registar alterações devido ao programa de recadastramento que decorre para aferir o realidade do sector. Ica/CRB




