O bispo da Diocese de Ndalatando, Dom Almeida Canda, defendeu, ontem, maior participação dos cidadãos na vida pública, considerando a actualização do registo eleitoral e a prova de vida como actos de responsabilidade cívica que contribuem para o exercício dos direitos e deveres dos angolanos.
O prelado católico apelou aos cidadãos com 18 anos ou mais, que ainda não efectuaram o registo, para aderirem ao processo, enquanto aos que já participaram em edições anteriores exortou para actualizarem os respectivos dados, tendo em vista os desafios eleitorais previstos para 2027.
Segundo Dom Almeida Canda, os cidadãos não devem transferir para terceiros as responsabilidades que lhes competem, devendo cada um contribuir para a promoção do bem comum e para o desenvolvimento da sociedade.
A Igreja, garantiu, continua a sensibilizar as comunidades cristãs para uma participação activa na vida pública, sublinhando que a política deve ser encarada como uma actividade nobre, orientada para a promoção do bem-estar colectivo.
O bispo revelou que cumpriu o seu dever cívico no mês passado, junto do Balcão Único de Atendimento ao Público (BUAP) instalado na Administração Municipal de Cazengo. Considerou o procedimento rápido e acessível.
Expansão dos serviçosde identificação civil
No domínio da identificação civil, Dom Almeida Canda defendeu o alargamento da rede de atendimento e a criação de mais equipas móveis para facilitar o acesso dos cidadãos ao Bilhete de Identidade, sobretudo nas comunidades rurais e nas localidades mais afastadas dos principais centros urbanos.
O responsável religioso observou que a ausência deste documento condiciona o acesso a vários serviços e oportunidades, com consequências na vida social, política, académica e profissional dos cidadãos.
Por essa razão, apelou à colaboração entre as autoridades e as comunidades, para que todos os angolanos possam obter o documento e exercer plenamente os seus direitos de cidadania.




