BODIVA e Fundação Kissama celebram acordos de parceria

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) celebrou, quarta-feira, dois acordos de parceria com a Fundação Kissama, reforçando o seu compromisso com a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade nacional.
Segundo o JA Online, os protocolos, rubricados pela presidente da Comissão Executiva da BODIVA, Cristina Lourenço,e pelo director- geral da Fundação Kissama, Vladimir Russo, vão apoiar a Fundação no projecto de preservação da Palanca Negra Gigante e protecção das tartarugas marinhas ao longo da orla costeira de Angola.
“A assinatura destes acordos representa o compromisso contínuo da BODIVA com iniciativas que promovem a sustentabilidade ambiental e contribuem para um futuro mais equilibrado das gerações actuais e futuras”, disse Cristina Lourenço, citada numa nota de imprensa.
Palancas negras crescem em reserva natural de Malanje
O número de palancas negras gigantes aumentou, em 2024, para 185 animais, na Reserva Natural Integral do Luando (RNIL), um crescimento de cerca de 20% em relação à última estimativa, realizada em 2022, divulgou ontema Fundação Kissama.
De acordo com o Relatório Anual de Actividades de 2024 da Fundação Kissama a que a Lusa teve ontem acesso, em Julho do ano passado foi realizada uma campanha aérea de helicóptero com contagem, imobilização e marcação de palancas na RNIL, uma área protegida em Angola, localizada na província de Malanje, que se estende um pouco para o Norte da província do Bié.
A organização sublinha que a operação, que contou com apoios financeiros internacionais, foi semelhante às realizadas em 2009, 2011, 2013, 2016, 2019 e 2022, “com utilização de um helicóptero vindo da Namíbia e uma experiente veterinária que já colabora com o projecto desde 2019”.
“Esta campanha revelou-se altamente bem-sucedida, tendo sido atingidos os principais objectivos propostos, com destaque para a localização de todas as manadas sobreviventes na RNIL e a imobilização de 25 animais (22 palancas negras gigantes e três palancas ruanas), com colocação de 15 coleiras GPS e 10 brincos GPS e coleiras VHF”, indica no documento.
Contudo, devido à vegetação demasiado densa em Julho, foram realizadas expedições em Setembro para complementar os dados, com a utilização de drones para sobrevoar as manadas e obter estimativas actualizadas, “incorporando também os dados dos sobrevoos de Julho e o conhecimento acumulado no terreno com observações oportunísticas”.


