Os jovens angolanos integrados no “Programa de Envio Anual de 300 Licenciados de Elevado Desempenho” para as melhores universidades do mundo enfrentam muitas dificuldades de integração profissional ao regressar a Angola.
A preocupação foi manifestada recentemente pelo director-geral do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), Domingos Canguende, durante a cerimónia de apresentação de estudos sobre empregabilidade e desenvolvimento do capital humano.
Um diagnóstico elaborado pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com o Gabinete de Quadros do Presidente da República indica que, embora os bolseiros reconheçam a elevada qualidade académica e a riqueza da experiência internacional, existe um forte sentimento de subaproveitamento das competências adquiridas.
“O estudo aponta como principal estrangulamento a ausência de mecanismos claros de integração no mercado de trabalho nacional”, disse
O responsável frisou que a taxa de empregabilidade após a conclusão da pós-graduação não registou melhorias significativas quando comparada com a situação profissional dos formandos antes de saírem do país.
Entre as inquietações partilhadas pelos bolseiros, figuram ainda os atrasos na regularização dos subsídios durante a permanência no estrangeiro. No regresso, a maioria dos diplomados defende que a obrigação de retornar a Angola deveria estar associada a oportunidades de emprego.
Manuela Gomes




