As praias autorizadas para banhistas vão ser reforçadas com nadadores-salvadores e meios materiais, a fim de reduzir os casos de afogamento, durante a nova época balnear no Bengo, garantiu, sábado, o delegado provincial em exercício do Ministério do Interior (MININT).
Paulo da Costa informou, na abertura oficial da época balnear 2026-2027, realizada na praia do Cambua, no município da Barra Dande, que os rios continuam a representar o maior risco de afogamento na região.
Por essa razão, disse, serão realizadas acções de sensibilização junto das comunidades costeiras e ribeirinhas, tendo apelado aos pais e encarregados de educação para redobrar a vigilância sobre as crianças e jovens, para se evitar comportamentos de risco junto do mar e dos rios.
“A segurança balnear deve contar com a participação das igrejas, escolas, operadores turísticos, órgãos de Comunicação Social e organizações da sociedade civil. Se trabalharmos em conjunto, vamos, seguramente, reduzir, de forma drástica, os casos de afogamento nas praias e rios da região", garantiu.
Paulo Jorge Monteiro da Costa defendeu, igualmente, a proibição de banhistas em zonas não autorizadas e de elevado risco, bem como da prática de natação fora do horário estabelecido, entre 6h00 e 17h30.
O comandante provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros no Bengo (SPCB), subcomissário, Raimundo José, apontou como uma das principais necessidades, a construção de quartéis de resgate e salvamento nos municípios costeiros da Barra do Dande e do Ambriz, para melhorar a prontidão operacional e reduzir o tempo de resposta às ocorrências.
Namibe
As autoridades de Protecção Civil e Bombeiros apelaram, sábado, aos cidadãos da província do Namibe para o cumprimento rigoroso das regras de segurança e para uma utilização responsável das zonas balneares, com particular atenção às áreas consideradas de risco.
Durante o acto de abertura da época balnear 2026-2027, decorrido sábado, o comandante provincial de Protecção Civil e Bombeiros, subcomissário bombeiro Jacques Caterça, recomendou aos banhistas o cumprimento das orientações das autoridades, sobretudo no que diz respeito ao acesso e utilização de zonas proibidas.
Ao fazer o balanço da época balnear 2025-2026, o responsável revelou que foram registadas 149 ocorrências, das quais 50 estiveram relacionadas com afogamentos no mar. “Estas ocorrências provocaram 29 mortes, 14 casos não fatais e seis desaparecimentos”, lamentou.
No período em balanço, foram realizadas 27 operações de resgate de corpos, seis operações de busca, 24 salvamentos de vítimas de inundações e 14 intervenções para salvar banhistas em situação de iminência de morte por afogamento.
Jacques Caterça alertou que a problemática dos afogamentos não se limita às praias frequentadas por banhistas, abrangendo, igualmente, comunidades piscatórias e outros cidadãos que desenvolvem actividades no mar ou rios, lagos, lagoas, represas, piscinas, poços e cacimbas.
Para a época balnear 2026-2027, anunciou o reforço das campanhas de sensibilização e educação para a prevenção de afogamentos, que deverão abranger comunidades costeiras, escolas, igrejas, mercados e outros locais de maior concentração populacional.
A presença de nadadores-salvadores será igualmente reforçada nos pontos considerados estratégicos e de maior risco, acompanhada de acções de formação e exercícios práticos destinados a melhorar a capacidade de intervenção e a rapidez na resposta às situações de emergência.




