A Administração Municipal de Cacongo, em Cabinda, está a reforçar a aposta na produção hortícola em grande escala, com o objectivo de aumentar a produção local, dinamizar a comercialização e transformar a agricultura numa das principais forças da economia do município.
A estratégia foi reafirmada pelo Administrador Municipal de Cacongo, Armando do Carmo, durante uma visita às unidades agrícolas da Regedoria de Tando-Pala, onde três hectares estão dedicados à produção de cebola, com uma previsão de colheita de 62 toneladas.
A aposta na produção hortícola surge num município que já apresenta actividade agrícola em várias culturas. Dados do Governo Provincial de Cabinda indicavam, em 2025, a existência de 12,73 hectares destinados à produção de hortaliças, além de áreas significativas dedicadas à mandioca, banana, batata-doce, feijão macundi e outras culturas.
Durante a visita, Armando do Carmo defendeu o reforço da produção e a criação de mecanismos que facilitem o escoamento dos produtos do campo. Entre as medidas apontadas está a realização de feiras agrícolas, como forma de aproximar os produtores dos mercados e dinamizar a comercialização.
O administrador garantiu igualmente a continuidade dos apoios aos agricultores e incentivou os produtores a procurarem financiamento junto da banca, de modo a aumentarem a capacidade produtiva e expandirem as suas unidades agrícolas.
A questão do financiamento continua, aliás, entre os desafios apontados pelos próprios agricultores de Cacongo. Numa auscultação realizada em Julho deste ano, produtores e cooperativas identificaram dificuldades no acesso a crédito, aquisição de insumos, combustível e regularização dos direitos fundiários.
A jornada de trabalho incluiu ainda visitas à Unidade Agrícola Anselmo Dumo, em Bitchekete, com 28 hectares, às unidades Transparência Koka, Leão Tati e Orlando, bem como ao projecto de irrigação de Chiela.
A aposta de Cacongo está alinhada com a estratégia nacional de reforço da produção agrícola e diversificação da economia. O Ministério da Agricultura e Florestas tem defendido maior participação do sector privado no agronegócio, com expansão da produção, acesso ao crédito, infra-estruturas e desenvolvimento das cadeias de valor.
Com o aumento da produção, melhores condições de financiamento e mecanismos de escoamento, a Administração Municipal pretende fazer da agricultura uma actividade com maior peso na economia local, criando oportunidades de rendimento para os produtores e reforçando a oferta de alimentos no mercado.




