A Campanha Universal de Registo de Nascimento de Adultos e Emissão de Bilhetes de Identidade (BI) prevê abranger cinco mil cidadãos até esta sexta-feira, no município do Egipto Praia, província de Benguela.
A estimativa foi avançada por José Franco, representante dos Serviços de Identificação locais, que fez um balanço da iniciativa iniciada na passada segunda-feira. O responsável garantiu que os brigadistas encontraram uma população acolhedora e colaborativa, o que permitiu alcançar níveis satisfatórios na emissão e atribuição dos documentos. A meta de atingir o marco dos 5 mil BIs estende-se também às áreas circunvizinhas. Num período previsto de 11 dias, José Franco asseverou que uma cobertura plena tornará os números viáveis. “Caso contrário, iremos reprogramar as acções em conjunto com a Delegação Provincial da Justiça e dos Direitos Humanos de Benguela e com a Administração Municipal”, assegurou. O representante destacou ainda a modernização tecnológica do processo de recolha de dados, que funciona num sistema "dois em um". “Para quem já possui o Assento de Nascimento, emitimos o BI pela primeira vez. Quem não tem nenhum documento realiza uma recolha única para o assento e a consequente emissão do BI”, explicou. A campanha também atende cidadãos que necessitam de renovar ou emitir segundas vias de documentos extraviados, danificados ou caducados. Diante da forte adesão registada nos primeiros dias, José Franco reforçou o apelo para que a comunidade continue a recorrer massivamente aos postos de atendimento móveis. O responsável sublinhou que a iniciativa representa um passo crucial para a inclusão social, pois aproxima os Serviços de Justiça dos cidadãos mais vulneráveis e elimina barreiras geográficas. Com esta acção de descentralização, os moradores locais deixam de estar sujeitos a deslocações longas, exaustivas e dispendiosas, superando também a barreira das habituais e demoradas filas na Direcção Municipal de Identificação do Lobito. A iniciativa poupa tempo e recursos financeiros às famílias, facilitando o acesso directo a um direito fundamental. “A nossa meta institucional é garantir a cidadania plena e inclusiva a todos os angolanos. Esperamos atender o maior número possível de utentes durante a nossa permanência na região, trabalhando de forma contínua para erradicar o índice de pessoas que ainda não possuem a sua documentação básica”, concluiu.




