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Apesar do crescimento moderado da capacidade total, os dados mostram uma alteração gradual na composição do parque electroprodutor nacional, com destaque para o aumento da capacidade solar e híbrida, enquanto a componente térmica regista uma redução.
A energia hídrica continua a dominar o power mix nacional, com 3.793,52 MW de capacidade instalada até Julho de 2026, representando cerca de 59% da capacidade total. O valor mantém-se praticamente inalterado desde 2023, depois de ter aumentado de 3.666,92 MW, em 2022, para 3.793,52 MW no ano seguinte.
Já a geração térmica, embora continue a representar uma parcela significativa do sistema, registou uma redução da capacidade instalada, passando de 2.270,27 MW, em 2022, para 2.115,31 MW em Julho de 2026, uma queda de cerca de 7%. A fonte representa actualmente cerca de 33% do power mix.
Em sentido contrário, a energia solar apresenta uma das maiores taxas de crescimento. A capacidade solar total, considerando a componente pública e privada, passou de 220,8 MW, em 2022, para 422,06 MW até Julho de 2026, praticamente duplicando no período, com um crescimento de 91%.
Com esta evolução, a energia solar passou a representar cerca de 7% da capacidade eléctrica instalada no País, contra uma participação de aproximadamente 4% em 2022.
A componente solar de iniciativa privada também ganhou espaço no período. Segundo os dados da DNEE-MINEA, a capacidade solar privada, que era de 25 MW em 2023, manteve-se nesse nível até 2025, tendo aumentado para 60 MW em Julho de 2026.
A geração híbrida apresenta igualmente uma trajectória de crescimento, ainda que a partir de uma base reduzida. A capacidade instalada aumentou de 35 MW, em 2022, para 51,27 MW em Julho de 2026, correspondendo a um crescimento de cerca de 46%. Esta fonte representa actualmente cerca de 1% do power mix nacional.
Os dados indicam, assim, uma evolução gradual da matriz eléctrica angolana, com a energia hídrica a manter-se como principal fonte de geração, enquanto as fontes solar e híbrida aumentam a sua participação. A tendência ocorre num contexto de esforços do Executivo para reforçar a oferta eléctrica, ampliar o acesso à energia e reduzir a dependência de fontes térmicas e de combustíveis fósseis.




