Caso russos: Amor Carlos Tomé nega envolvimento em terrorismo ou ter contratado jornalista...

Amor Carlos Tomé declarou que nunca contratou jornalistas, órgãos de comunicação privados ou sites de notícias para difundir informações manipuladas com o fim único de criar instabilidades e insegurança no País, apurou o Novo Jornal.
Em tribunal, o jornalista disse que não fazia parte de associações criminosas e que os cidadãos russos nunca lhe falaram de financiamento ao terrorismo, espionagem ou qualquer coisa que fosse ilícita ou que lesasse a Nação.
Aos juízes contou que foi contratado pelo cidadão russo Lev Matvevoch, a quem prestava serviço de assessoria de imprensa, pois ele pretendia saber mais sobre Angola, a sua cultura e hábitos.
O objectivo, segundo contou, visava manter-se informado para a abertura de uma casa cultural russa em Angola, cujos preparativos estavam em curso.
Ao tribunal contou ainda que partilha links de notícias variadas de Angola com o arguido Lev Matvevoch.
Pelo serviço de assessoria que prestou chegou a receber dos russos uma quantia de mais de 1 milhão de kwanzas.
Ao tribunal contou que para a abertura do centro de cultura da Rússia, que estava na forja, ele terá feito uma lista hipotética de órgãos e de jornalistas com quem pretendia contar na cobertura do evento.
Amor Carlos Tomé disse também que publicou várias matérias sobre diversos temas e fez entrevistas com o político António Venâncio a pedido do arguido Lev Matvevoch, mas tudo no âmbito cultural.
Questionado se sabia dizer porque é que foi detido, respondeu que sim e explicou que foi por escrever uma matéria sobre a paralisação dos taxistas.
Ao tribunal negou que tal matéria incitava à violência, e que o fez apenas como jornalista independente.
Perguntado se algumas vez participou em encontros secretos onde abordaram questões de financiamento de partidos políticos, respondeu nunca ter ouvido falar dee tal assunto.
Sobre o arguido Lev Matvevoch disse que era apenas tradutor, mas que não saber dizer se recebia ordens de outras pessoas, ou com outros fins, porque nunca tal ouviu.
A acusação salienta que Amor Carlos Tomé terá reportado aos russos todas as ocorrências durante as manifestações da greve dos taxistas, e os dados provisórios que apontavam para o número de mortes, e que o arguido Igor Rochin Mihailovich conversou com o seu conterrâneo Lev Matvevoch para que este efectuasse pagamentos ao então jornalista da TPA.
Amor Carlos Tomé refutou qualquer pagamento dos textos que escreveu sobre a paralisação ddos taxistas.
O Ministério Público acusa Amor Carlos Tomé de recrutar jornalistas para manipular opiniões públicas.
Para além dos crimes comuns imputados aos jornalistas da TPA, o MP atribui-lhe ainda os crimes de corrupção activa de funcionário, tráfico de influência e burla.


