Central Fotovoltaica do Quipungo só deverá arrancar em 2027 após nova prorrogação

O início da Central Fotovoltaica, no município do Quipungo, província da Huíla, voltou a ser adiado e só deverá ocorrer até dezembro de 2027, após o Executivo justificar a necessidade de cumprimento de “questões precedentes essenciais”.
A prorrogação de 24 meses foi formalizada pelo Despacho Presidencial n.º 44/26, publicado no Diário da República em 13 de fevereiro de 2026, que autoriza a celebração de uma adenda ao contrato de concessão e delega competências ao Ministro da Energia e Águas para a sua assinatura.
O projecto da central solar, com capacidade de 150 megawatts (MW), foi inicialmente firmado em dezembro de 2023, no âmbito de uma parceria entre o Governo angolano e a empresa de energias renováveis dos Emirados Árabes Unidos, Masdar, à margem da COP28 em Dubai. A iniciativa integra a estratégia nacional de expansão da produção de energia limpa e visa reforçar a eletrificação no sul do país, onde o fornecimento tradicional tem sido marcado por instabilidade e dependência de térmicas.
Em janeiro de 2026, a Masdar e a operadora estatal Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT‑EP) assinaram um Acordo de Compra de Energia (PPA) que garante a aquisição a longo prazo da eletricidade produzida pela central, consolidando o compromisso comercial do projecto e representando o primeiro PPA deste tipo em Angola.
A Central Fotovoltaica do Quipungo continua a ser apresentada como uma infraestrutura estruturante, com potencial para criar centenas de empregos directos, reforçar a independência energética do sul de Angola e contribuir para a substituição progressiva de energia térmica por energia solar limpa, mas só a concretização do novo calendário permitirá avaliar efectivamente o impacto do projecto.



