Cerca de 70 mil estudantes universitários terão acesso à internet até 2027

Cerca de 70 mil estudantes de 11 instituições públicas de ensino superior em Angola estarão conectados à internet até ao final de 2027, no âmbito do projecto AngoRen, iniciativa do Governo angolano voltada para a transformação digital do ensino superior.
O projecto prevê a interligação das instituições públicas de ensino e investigação, permitindo a partilha de dados e maior integração dos sistemas académicos.
Segundo o responsável pela supervisão da Rede Nacional de Ensino e Investigação, António Paraíso, a iniciativa vai contribuir para a modernização do sistema de ensino e para o fortalecimento da capacidade científica nacional.
De acordo com o responsável, o projecto permitirá que os estudantes realizem inscrições online e facilitará a interoperabilidade entre as instituições, garantindo maior rapidez na emissão de documentos académicos.
António Paraíso explicou ainda que, nesta primeira fase já em curso, o projecto deverá abranger cerca de 69 mil estudantes e mais de cinco mil docentes do ensino superior.
Por sua vez, o coordenador da implementação do projecto AngoRen, Olindo Matos, avançou que a província de Luanda estará representada pela Universidade Agostinho Neto, Universidade de Luanda e ISCED de Luanda.
O projecto inclui igualmente a Universidade Kimpa Vita, no Uíge; a Universidade Rainha Ginga Mbande, em Malanje; a Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo; a Universidade Katyavala Buila e o Instituto Superior de Benguela; além da Universidade Mandume Ya Ndemofayo e o ISCED da Huíla.
A Universidade do Namibe será responsável pela representação da província do Namibe no programa.
A reitora da Universidade Aberta de Portugal, Carla de Oliveira, parceira do projecto, considera que o ensino digital poderá ampliar o acesso dos jovens angolanos ao ensino superior.
Já a secretária de Estado para o Ensino Superior e Inovação, Alice de Ceita, afirmou que o Executivo está empenhado na construção de uma nova geração de infraestruturas académicas digitais.
Segundo a governante, a ANGOREN não será apenas uma rede técnica, mas uma plataforma nacional de colaboração científica, integração académica, investigação, inovação e promoção do ensino digital em Angola.


