Três efectivos da Polícia Nacional, incluindo o comandante da Esquadra da Vila Azul, e um agente afecto ao Serviço de Investigação Criminal (SIC) foram detidos, ontem, por indícios da prática do crime de homicídio qualificado de um agente da Polícia de Intervenção Rápida (PIR).
As detenções ocorreram no âmbito da investigação da morte do efectivo da PIR Joaquim Afonso Cardoso Gunza, de 33 anos, e de um outro cidadão ainda por identificar, num crime ocorrido a 16 deste mês, no bairro Kikuxi, em Viana, Luanda. O porta-voz da estrutura central do SIC, superintendente-chefe Manuel Halaiwa, explicou que as investigações concluíram que o agente da PIR foi morto no quintal da referida esquadra, por disparos de pistola efectuados supostamente por um agente de 3.ª classe do SIC, que se encontra em fuga. No momento do crime, de madrugada, o suspeito do SIC — acompanhado por um agente da Polícia Nacional (já detido) e por um amigo (também foragido) — estava de folga num convívio num bar na zona de Luanda Sul. O grupo interpelou o malogrado Joaquim Gunza, que se fazia transportar por um mototaxista, conduzindo as vítimas para o interior da Esquadra da Vila Azul. No local, desentenderam-se no momento de fazer descer os cidadãos, culminando nos disparos que causaram a morte imediata das duas pessoas. Manuel Halaiwa sublinhou que o duplo homicídio foi presenciado por efectivos da Polícia Nacional, incluindo o comandante da esquadra (um subinspector), o chefe de pelotão e o graduado de serviço (um 1.º subchefe), que nada fizeram para conter a acção injustificada e por motivos fúteis.




