O Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) do Cubango, quer mais apoio das administrações municipais, autoridades tradicionais e a população em geral, para o combate cerrado à exploração ilegal de madeira, tendo em vista aos constantes casos registados desta prática na província.
Em declarações ao Jornal de Angola, o chefe de departamento do IDF na província, Álvaro Pires, disse que os 15 fiscais ambientais que a instituição tem são bastante reduzidos, daí que precisa de, pelo menos, 80 técnicos, para a fiscalização permanente da actividade de exploração de madeira a nível dos 11 municípios do Cubango.
Face a esta situação, Álvaro Pires informou que o IDF apreendeu desde Maio deste ano, 380 metros cúbicos de madeira da espécie girassonde, explorada de forma ilegal nos municípios do Caiundo, Cuangar e Savate.
A maioria dos casos de exploração ilegal de madeira, explicou, envolve operadores estrangeiros em colaboração com os cidadãos nacionais, sobretudo com os membros das comunidades locais.
Segundo Álvaro Pires, muitos cidadãos nacionais são aliciados com valores monetários para facilitar a entrada e actuação dos operadores estrangeiros, permitindo o corte e transporte da madeira sem as respectivas licenças.
O responsável do IDF fez saber que a madeira apreendida em toro está a ser transportada das áreas onde foram exploradas ilegalmente até ao Entreposto Florestal de Menongue, onde deverá permanecer até à decisão das autoridades locais e centrais sobre o destino do produto.
No processo da apreensão dos 380 metros cúbicos de madeira, frisou, estão envolvidas seis empresas em situação irregular, cujas actividades foram imediatamente suspensas.
A apreensão da madeira e das máquinas utilizadas na sua exploração, explicou, resulta da entrada em áreas florestais sem a necessária licença ou autorização de corte. “Apelou, por isso, aos operadores a regularizarem os respectivos processos junto do Instituto de Desenvolvimento Florestal para voltarem a exercer a actividade.”




