Luanda – O stock do banco de sangue do Instituto Nacional de Sangue (INS) foi reforçado com uma campanha de doação promovida este domingo, em Luanda, pela Comunidade Ismaili em Angola, em parceria com a instituição.
Luanda – O stock do banco de sangue do Instituto Nacional de Sangue (INS) foi reforçado com uma campanha de doação promovida este domingo, em Luanda, pela Comunidade Ismaili em Angola, em parceria com a instituição.
Em declarações à imprensa, a médica do INS, Sílvia Capoco, informou que esta é a primeira vez que a instituição realiza uma campanha em parceria com a Comunidade Ismaili, embora a organização já tenha promovido outras iniciativas semelhantes com a comunidade indiana, em parceria com a embaixada.
Sílvia Capoco apelou a outras comunidades para se juntarem às campanhas de doação de sangue, lembrando que “o ideal é que haja sangue à espera do doente e não o doente à espera de sangue”.
Quanto aos requisitos, explicou que podem doar sangue pessoas com idades entre os 18 e os 60 anos, com peso igual ou superior a 50 quilos e que estejam em condições de saúde adequadas.
Após a inscrição, os candidatos passam por uma triagem laboratorial, que inclui a avaliação da hemoglobina e testes de malária, VIH, Hepatite B e C e sífilis, além da triagem clínica.
Cada doação corresponde a 450 mililitros de sangue, quantidade que, segundo a médica, pode beneficiar até quatro pessoas, uma vez que o sangue é separado em diferentes componentes.
Por sua vez, o presidente da Comunidade Ismaili em Angola, Zhair Zidi, afirmou que a iniciativa pretende estabelecer uma parceria permanente com o INS, abrangendo a avaliação dos dadores, colheita, conservação do sangue e biossegurança.
Segundo o responsável, a campanha reuniu membros da comunidade, voluntários e parceiros com o objectivo de contribuir para responder às necessidades de sangue no país.
A Comunidade Muçulmana Shia Ismaili está presente em Angola há 35 anos e tem entre as suas áreas prioritárias de intervenção a construção de escolas e centros de saúde em alguns municípios do país.
O responsável referiu ainda que estão previstas intervenções nos municípios da Maianga e Cacuaco, com actuação nas áreas do comércio, indústria e turismo, além do apoio social. FG/AJQ




