Crise no orçamento familiar leva angolanos a pedir medidas económicas

A crise no orçamento familiar está a levar cada vez mais angolanos a defenderem a implementação de medidas económicas capazes de aliviar o custo de vida e devolver maior estabilidade às famílias.
No Dia Internacional da Família, assinalado hoje, 15 de Maio, cidadãos ouvidos pela reportagem descrevem um cenário marcado pela redução do poder de compra, dificuldades para garantir alimentação, transporte, educação e outras necessidades básicas, devido à subida contínua dos preços dos produtos da cesta básica e dos serviços essenciais.
A data, proclamada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 1993, visa sensibilizar os governos e a sociedade para os desafios que afectam as famílias, consideradas o principal núcleo de desenvolvimento social.
Em Angola, muitos populares consideram que o actual contexto económico continua a pressionar os rendimentos familiares, obrigando várias famílias a reorganizar despesas, cortar gastos e procurar fontes alternativas de renda para assegurar a sobrevivência.
Apesar das dificuldades relatadas pelas famílias, o economista e docente universitário Fábio Manuel reconhece que o país tem apresentado sinais de evolução no sector financeiro, sustentados pelos relatórios divulgados pelo Banco Nacional de Angola.
O especialista entende, porém, que os ganhos macroeconómicos ainda precisam de reflectir-se de forma mais directa na vida das famílias, defendendo maior promoção da educação financeira, incentivo à cultura de poupança e aposta em pequenos negócios como mecanismos de reforço do rendimento familiar.



