O governador da província do Cubango, José Martins, constatou, no último fim-de-semana, o andamento das obras de reabilitação de 147 quilómetros no troço Caiundo-Savate, na Estrada Nacional (EN) 140, que liga Angola à República da Namíbia.
Durante a visita, o governante avaliou o grau de execução da empreitada e recebeu informações detalhadas sobre os trabalhos em curso, destacando a importância estratégica da via para o desenvolvimento da província e para a integração regional. José Martins explicou que a reabilitação da estrada está dividida em dois lotes, o primeiro compreende 50 quilómetros, entre o município do Caiundo e Mbala Tchavu, enquanto o segundo abrange 97 quilómetros, ligando Mbala Tchavu ao município do Savate, localidade que faz fronteira com a República da Namíbia. Segundo o governador, as obras de reabilitação do troço Caiundo-Savate representa um ganho para a população da província do Cubango e para o país em geral, por constituir um importante corredor de desenvolvimento económico. “A infra-estrutura deverá transformar o Cubango num pólo logístico de referência, impulsionando o comércio e facilitando a circulação de pessoas e mercadorias”, disse. Sem revelar a percentagem da execução financeira e física da empreitada, José Martins afirmou ter recebido do empreiteiro informações animadoras sobre a mobilização de equipamentos, pessoal e meios logísticos, factores que têm permitido o avanço satisfatório das obras dentro do cronograma estabelecido. O responsável salientou, igualmente, que o Governo angolano tem responsabilidades fundamentais para assegurar o sucesso da empreitada, nomeadamente no processo de desminagem do traçado da estrada e das áreas destinadas à extração de materiais de construção, como britas e jazidas, trabalhos que estão a ser executados pelo Centro Nacional de Desminagem. José Martins destacou que a reabilitação no troço Caiundo-Savate envolve uma componente multidimensional, iniciando com a desminagem e a desmatação, seguindo-se a preparação da plataforma da estrada, incluindo a colocação do subleito e das camadas de base destinadas à garantia da estabilidade e à impermeabilização da infra-estrutura. No que diz respeito ao estado actual da obra, o governador revelou que já foram concluídos cerca de 10 quilómetros de trabalhos de sub-base, resultado que demonstra a evolução gradual e consistente da empreitada. O Executivo angolano pretende interligar o país por meio das infra-estruturas rodoviária e ferroviária, reforçando a integração nacional e regional, sublinhando que, uma vez concluídas as obras no troço Caiundo-Savate , vão permitir uma maior ligação entre Angola e vários países da África Austral, promovendo a livre circulação de pessoas, bens e serviços. Ainda o governador, recordou que a empreitada foi consignada no dia 25 de Julho de 2025 à empresa Inzag Gauff, tendo os trabalhos arrancado efectivamente em Outubro do mesmo ano. Desde então, os progressos tornaram-se visíveis, decorrendo a execução de forma satisfatória e sem constrangimentos relevantes no cumprimento do cronograma contratual. Além da sua importância estratégica para o desenvolvimento das infra-estruturas nacionais, a reabilitação do troço Caiundo-Savate tem, também, um forte impacto social, tendo já gerado 506 empregos directos, dos quais cerca de 95 por cento são ocupados por cidadãos angolanos, contribuindo para a criação de renda e para a valorização da mão-de-obra nacional.




