A Universidade Cuito Cuanavale (UCC), localizada na província do Cubango, vai acolher 1.340 estudantes no presente ano académico, distribuídos por três turnos, informou segunda-fe o reitor da instituição de ensino superior.
Ao discursar na abertura do Ano Académico 2026/2027, António Alicerce detalhou que, para este ciclo, foram disponibilizadas 730 novas vagas nos cursos de Ensino da Biologia, Matemática, Enfermagem, Gestão Turística e Informática de Gestão.
O gestor apelou a um maior engajamento do corpo docente para garantir uma formação de excelência. “O papel dos professores ultrapassa a mera transmissão de conteúdos; eles são os arquitectos do pensamento crítico e dinamizadores da investigação científica”, realçou.
De acordo com o reitor, a acção pedagógica e científica da UCC deve alinhar-se de forma estrita às metas fixadas no Plano de Desenvolvimento Institucional e às directrizes macroeconómicas do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN).
António Alicerce exortou os directores do Instituto Politécnico e da Escola Pedagógica, unidades orgânicas afectas à instituição, a pautarem a sua conduta pelo rigor administrativo, pela transparência e pela inovação tecnológica, criando um ambiente atractivo e favorável à docência e ao debate de ideias.
Actualmente, a operar com uma infra-estrutura limitada de apenas 12 salas de aula para atender à elevada demanda de estudantes distribuídos por três turnos (manhã, tarde e noite), a Universidade Cuito Cuanavale (UCC) apoia-se no empenho do seu corpo docente, composto por 110 professores qualificados, para superar os desafios logísticos e manter o foco na excelência académica. Diante dessa realidade, a instituição pretende direccionar as suas linhas de pesquisa para a busca de soluções concretas e aplicáveis à realidade local.
O objectivo central da reitoria é potencializar sectores estratégicos como o agronegócio de pequena e grande escala, o ecoturismo e a gestão ambiental — áreas de extrema relevância devido à proximidade com a bacia hidrográfica do Okavango e ao Projecto Okavango-Zambeze (KAZA). Estes eixos são considerados fundamentais pelo Executivo para acelerar a diversificação económica, reduzir a dependência do sector petrolífero e promover o desenvolvimento sustentável de toda a região Sul de Angola.




