Ondjiva – Quarenta e sete pessoas morreram vítimas de afogamento, durante a época balnear 2025/2026, na província do Cunene, mais oito casos em relação ao período anterior, segundo dados do Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiros.
Ondjiva – Quarenta e sete pessoas morreram vítimas de afogamento, durante a época balnear 2025/2026, na província do Cunene, mais oito casos em relação ao período anterior, segundo dados do Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiros.
Os dados constam do relatório de balanço apresentado este sábado, em Ondjiva, durante o acto de abertura da época balnear 2026/2027. Do total de casos registados, 17 ocorreram em rios e 28 em chimpacas.
Segundo o comandante-adjunto para a Gestão de Bombeiros no Cunene, intendente bombeiro Santos Garcia, durante o período em referência foi ainda realizado o salvamento e resgate de uma pessoa em iminência de afogamento, bem como de três animais em meios aquáticos.
No âmbito da prevenção, os efectivos realizaram 3.962 actividades profilácticas, 951 acções de sensibilização e 17 vistorias em locais considerados de risco. Foram igualmente distribuídos 2.288 folhetos com conselhos e medidas de prevenção contra afogamentos.
Na ocasião, o comandante dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros do Cunene, comissário bombeiro Júlio Canzau, defendeu uma actuação mais firme durante a nova época balnear, tendo em conta a entrada em funcionamento das barragens do Ndue e Calucuve.
Júlio Canzau afirmou que as novas infra-estruturas hídricas colocam a província perante massas de água de dimensão até agora desconhecida em várias localidades, situação que exige maior envolvimento das comunidades na prevenção e sensibilização ao longo das barragens e canais adutores.
Por esse facto, apelou às autoridades locais, administrações municipais e comunais das áreas abrangidas para reforçarem a sinalização das zonas de risco, definirem áreas de banho seguras e criarem mecanismos comunitários de vigilância.
O responsável considerou que a multiplicação de albufeiras e chimpacas representa uma nova realidade para a província, defendendo que os benefícios associados ao desenvolvimento das infra-estruturas hídricas não devem transformar-se em cenários de tragédia.
Para uma época balnear segura, Júlio Canzau apelou à população, aos banhistas e aos pescadores artesanais para colaborarem com as forças de Protecção Civil e Bombeiros e cumprirem as medidas de segurança, de modo a evitar novos casos de afogamento.
A província do Cunene conta actualmente com mais de 300 locais aquáticos, entre rios, represas, chimpacas e piscinas, e dispõe de 15 nadadores-salvadores afectos ao Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiros. PEM/LHE/GIZ




