Ondjiva - Cento e 58 mil 354 casos de malária, entre os quais 160 resultaram em óbitos, foram registadas no primeiro semestre do ano em curso, em diferentes unidades sanitárias da província do Cunene.
Ondjiva - Cento e 58 mil 354 casos de malária, entre os quais 160 resultaram em óbitos, foram registadas no primeiro semestre do ano em curso, em diferentes unidades sanitárias da província do Cunene.
A informação foi prestada esta segunda-feira à ANGOP, pela supervisora do programa de luta contra a doença no Cunene, Jorgina Messene, referindo que comparativamente ao mesmo período de 2025, houve o aumento de 64 mil e 65 casos e 34 óbitos.
Por área administrativa, os municípios mais endémicos foram o do Cuanhama com 30 mil 656 casos, Nehone 23.493, Ombadja 22.743, Cuvelai 19.143, Humbe 17.017 casos, Cahama com 12.251 e a Mupa com 10.246 casos, respectivamente.
Já o município do Naulila registou oito mil 620, Cafima cinco mil 159, Namacunde três mil 444 casos, Chissuata mil 713, Chitado mil 524, Curoca mil 411 e Chiedi com 853.
Sublinhou que a malária continua a ser a maior causa de morbi-mortalidade na região, assegurando o reforço de busca activa nas comunidades, visando o controlo e combate à doença.
Segundo a supervisora o aumento de casos deve-se sobretudo às condições climáticas devido às intensas chuvas e aumento das vegetações, que aumentam a reprodução de mosquitos.
Em termo dos óbitos, indicou a chegada tardia de pacientes às unidades sanitárias, pois muitas das vezes os pacientes chegam em estado avançado da doença e os técnicos não conseguem fazer gestão de casos.
Entretanto, afirmou que para contrapor a doença, há necessidade de se reforçar cada vez mais o saneamento básico e o uso frequente de mosquiteiros, assim como recorrer a unidade sanitária mais próxima em caso de sintomas.
Disse que nos últimos anos, a província não realiza campanhas massivas de distribuição de mosquiteiros, limitando-se a entregar as mulheres grávidas e crianças menores de cinco anos, durante consultas de rotina.
A rede sanitária da província do Cunene é composta por 160 unidades públicas destes, um hospital geral, um provincial, sete municipais, 45 centros e 106 postos.
O sistema é assegurado por dois mil 818 funcionários, sendo 183 médicos, mil e 613 enfermeiros 307 técnicos de diagnóstico e terapêutica, 440 de apoio hospitalar e os restantes do regime geral.FI/LHE/DP




