A Associação Nacional dos Cegos e Amblíopes de Angola (ANCAA) quer mais acções concretas, por parte das instituições públicas e privadas do país, para a inclusão social de pessoas com deficiência visual.
Esta posição foi defendida, ontem, no município do Rangel, província de Luanda, pelo presidente da organização, Manuel Quental, durante um seminário sobre Advocacia dos direitos das pessoas com deficiência visual, em que salientou que os problemas que os cidadãos dessa franja enfrentam devem ser discutidos com abertura e transparência. O líder da ANCAA explicou que as pessoas, nesta condição, devem se inscrever na associação que conta, actualmente, com 5000 membros em todo país. No encontro realizado na Cidadela Desportiva, que reuniu representantes do Governo, especialistas na área dos Direitos Humanos e membros da sociedade civil, Manuel Quintal pediu ao Estado, o cumprimento das convenções internacionais e demais leis nacionais, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência visual em Angola. Acções concretasO director-geral do Instituto Angolano da Juventude (IAJ) considerou que as dificuldades que os cidadãos com deficiência visual atravessam e que foram apresentados ao longo do seminário devem ser transformadas em acções concretas nas comunidades, escolas e locais de trabalho. Joaquim Caiombo, que esteve no encontro em representação do ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, reconheceu que o trabalho, desenvolvido pela ANCAA na defesa dos direitos das pessoas cegas e com baixa visão, tem contribuído significativamente para a inclusão no ensino, integração profissional e a sensibilização da sociedade angolana no combate à descriminação. “O vosso trabalho é um exemplo de cidadania activa e de parceria entre a sociedade e o Estado”, destacou.




