Defendida revisão no MAT: “mais poder às autoridades locais pode reduzir conflitos étnicos”

O especialista em Gestão e Administração Pública, Denílson Duro, entende que o actual modelo de Governo em Angola, “excessivamente centralizado” não valoriza o poder local.
O posicionamento foi apresentado durante o programa Capital Central, que abordou nesta quarta-feira as “Causas e soluções dos conflitos de terra e água no sul do país”, em consequência do confronto tribal ocorrido na província do Namibe, que vitimou mortalmente 12 pessoas.
Denílson Duro defendeu uma revisão no Ministério da Administração do Território (MAT) por formas a permitir que as poderes locais, incluindo as autoridades tradicionais tenham uma participação efectiva e directa no processo administrativo dos territórios.
Segundo Denílson Duro, somente por esta medida será possível pôr termo ao antagonismo presente no seio dos diversos grupos etno-linguísticos, sobretudo nas zonas rurais do país.
Por outro lado, o especialista lançou um repto aos promotores da justiça bem como da ordem pública, que, na sua visão devem ter acções diferenciadas atendendo a natureza dos acontecimentos. Denílson Duro que exemplifica a tragédia ocorrida no Namibe, defende que nem todo o conflito deve ser tratado pelas autoridades policiais, pelo que apela a criação de um novo modelo de segurança pública nas comunidades.
O Especialista em Administração disse ainda que é importante olhar para a gestão das etnias e assegurar condições para a realização das suas actividades com o objectivo de garantir a coabitação tribal nas localidades em questão.



