O ano lectivo 2026/2027 começa esta segunda-feira, 31, em todo o país, mas em Benguela o regresso às aulas acontece com um dos principais desafios centrado na falta de professores.
As autoridades administrativas da província admitem a existência de um défice superior a sete mil docentes para responder às necessidades das escolas.
A informação foi avançada pelo director do Gabinete Provincial da Educação, Belin Lopes, à margem da reunião ordinária do Conselho de Auscultação das Comunidades.
Segundo o responsável, Benguela recebeu apenas 523 vagas no âmbito do concurso público em curso, número considerado insuficiente perante a dimensão das necessidades existentes.
Belin Lopes classificou a situação como um “calcanhar de Aquiles” para o sector, mas considera que a entrada dos novos docentes poderá, ainda assim, ajudar a reduzir parte das dificuldades enfrentadas pelas escolas.
Com o início das aulas, a preocupação passa agora por assegurar o funcionamento regular das instituições de ensino, apesar da insuficiência de docentes.
A Educação, a par da Saúde, está entre os sectores que merecem atenção especial das autoridades provinciais. O governador de Benguela, Manuel Nunes, tem reconhecido os constrangimentos existentes e assegurado a implementação de políticas destinadas a melhorar a resposta dos serviços públicos.
Enquanto a cerimónia nacional de abertura do ano lectivo acontece hoje na província do Huambo, em Benguela alunos e professores regressam às salas de aula num contexto marcado pela necessidade de reforçar o quadro docente.
Com apenas 523 vagas previstas no concurso público para fazer face a uma carência superior a sete mil professores, a contratação de novos docentes continua a ser um dos principais desafios da província para garantir melhores condições de ensino ao longo do ano lectivo 2026/2027.
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