
Mais de 30 mil candidatos concorreram a apenas 91 vagas num concurso público no Bengo. Perante o agravamento do desemprego em Angola, académicos defendem uma maior aposta na formação técnica para criação de autoemprego.
Para 91 vagas abertas para contratar auxiliares de limpeza, motoristas e outros técnicos qualificados houve mais de 30 mil inscrições. Destes, cerca de vinte mil concorrentes conseguiram fazer o teste de admissão.
"É só esperar, orar que Deus nos ajude e se puder, entrarmos como uma funcionária pública", diz a candidata Tânia Duarte, enquanto João Calado, que também concorreu, "espera por um bom resultado" e que "seja apurado."
O diretor do Gabinete de Recursos Humanos do Governo Provincial do Bengo, Jessé Firme, não esperava tantas candidaturas. Ainda assim, diz tudo fazer para mais contratações.
"Jessé Firme: É também animador porque dá para ver que a juventude acreditou no processo, razão pela qual, tivemos tanta adesão, mas todo esforço está sendo feito para ver se conseguimos ter futuramente um número superior porque os novos municípios estão carentes de quadros.”
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Melhorar índices de empregabilidade
No entanto, o docente universitário Amílcar de Armando diz ser uma vergonha esta realidade em Angola e aponta o dedo aos governantes do país.
"Se tivesse competências veríamos os indicadores económicos. Não podemos permitir que todos os anos terminem mais de vinte mil jovens nas universidades, mas não sabem onde ir", critica.
O analista sugere ainda passos concretos para reduzir níveis de desemprego em Angola: "Se nós não melhorarmos os índices de empregabilidade não teremos como melhorar o país, por que a pobreza combate-se empregando pessoas, essas pessoas vão ganhar dinheiro e por essa via vão sustentar as suas famílias e por aí se combate a pobreza", conclui.
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