Luanda - Cerca de 10 mil pacientes com glaucoma foram observados pelo Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA) em 2025, um número que aumenta a preocupação da direcção da instituição por se tratar de uma das principais causas de cegueira irreversível.
Luanda - Cerca de 10 mil pacientes com glaucoma foram observados pelo Instituto Oftalmológico Nacional de Angola (IONA) em 2025, um número que aumenta a preocupação da direcção da instituição por se tratar de uma das principais causas de cegueira irreversível.
A alerta foi feita hoje, em Luanda, pela directora-geral do IONA, Luísa Paiva, quando falava à imprensa no encerramento do 2.º Congresso da instituição, realizado sob o lema “Inovar para Ver Melhor”.
Segundo Luísa Paiva, o número resulta de uma estimativa baseada nos cerca de 97 mil atendimentos realizados pelo Instituto no ano passado, considerando que aproximadamente 10% correspondem a pacientes com glaucoma.
A responsável esclareceu, que no primeiro trimestre deste ano o IONA realizou mais de 50 mil consultas, entre elas o glaucoma que é uma das doenças ocular que danifica progressivamente o nervo óptico e pode provocar perda permanente da visão.
Uma das principais preocupações dos especialistas prende-se com a evolução silenciosa da doença, que frequentemente não apresenta sintomas nas fases iniciais.
Luísa Paiva destacou a importância da prevenção e do acompanhamento regular por especialistas, entre os principais factores de risco, apontou a idade superior a 40 anos, a pressão intra-ocular elevada e os antecedentes familiares da doença.
A especialista explicou que o glaucoma pode estar associado ainda à dificuldade de drenagem do líquido que circula no interior do olho. Quando esse líquido se acumula, a pressão intra-ocular pode aumentar e contribuir para a lesão das fibras do nervo óptico.
A directora-geral salientou, contudo, que a pressão ocular elevada não significa necessariamente que a pessoa tenha glaucoma, sendo necessário realizar exames oftalmológicos para confirmar o diagnóstico.
Para prevenir a progressão da doença, Luísa Paiva defendeu a realização de consultas oftalmológicas completas, sobretudo por pessoas com mais de 40 anos ou com familiares directos diagnosticados com glaucoma, sendo o diagnóstico precoce a premissa para o tratamento e recuperação da visão entes que cause danos.
Luísa Paiva considerou positivo o balanço da iniciativa, destacando os avanços registados pela instituição, nomeadamente a introdução de equipamentos modernos, como o Pentacam, destinado à avaliação da córnea, e o reforço dos meios de acompanhamento de pacientes com retinoblastoma.
A directora-geral anunciou ainda que a instituição pretende reforçar a formação de médicos, enfermeiros e técnicos especializados, bem como ampliar os rastreios e as campanhas de sensibilização nas comunidades.
O objectivo, segundo a responsável, é melhorar o acesso aos cuidados oftalmológicos e contribuir para a redução dos casos de cegueira evitável em Angola, através da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento atempado das doenças oculares.MEL/DP




