Dia Internacional da Família: Psicóloga alerta para crise de valores em Angola

A desestruturação familiar em Angola, marcada sobretudo pela violência doméstica, consumo excessivo de álcool e ausência de afecto paterno, continua a ser apontada como um dos principais desafios sociais da actualidade.
A preocupação foi manifestada esta sexta-feira, 15, pela psicóloga Ana Clara, por ocasião do Dia Internacional da Família, data que visa promover a consciencialização e o fortalecimento do papel das famílias nas comunidades.
Segundo a especialista, a crescente “degradação” social resulta, em parte, da falta de escuta activa no seio familiar.
Para a psicóloga, o estresse financeiro causado pelo desemprego que afecta muitas famílias angolanas é igualmente um dos factores que contribuem para a desestruturação familiar no país.
“Ainda temos muitos ambientes de famílias angolanas que precisam de ser melhorados, muito por conta da violência doméstica, da ausência de afecto emocional e paterno e o abuso excessivo de álcool e drogas”, disse.
“Estamos com uma sociedade muito agressiva”, continuou referindo ainda que existem “famílias muito desestruturadas”.
Ao concluir a sua abordagem, Ana Clara defendeu o reforço da cultura do diálogo no ambiente familiar, aliado a outras acções voltadas para o fortalecimento dos laços entre os membros da família.
“É preciso ter mais diálogo entre pai e filho, isto é essencial. A educação, nós acreditamos que é a base do equilíbrio, não só das nossas famílias, mas como da nossa sociedade. E é preciso valorizar a saúde mental dentro dos lares”, frisou a psicóloga.
O Dia Internacional da Família foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas em 1993, com o objectivo de promover uma reflexão sobre os desafios que afectam as famílias em todo o mundo.


